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26.7.11

Séries e filmes

PARA OUVIR ENQUANTO LÊ:


Hoje falarei, inicialmente, de duas séries.

A primeira é "Prison Break": série dividida em 4 temporadas, transmitida originalente pela Fox, de agosto de 2005 a maio de 2009.
1ª temporada: dois irmãos, Michael Scofield e Lincoln Burrows, lutam para fugir de uma penitenciária antes da execução de Burrows, que foi condenado à pena de morte por um crime que não cometeu. Na prisão o telespectador vai tendo contato com os personagens centrais da trama. Scofield, que é engenheiro [e é genial], tem um plano mirabolante, porém alguns fatores vão tornando a fuga difícil. O constante clima de tensão fazem desta temporada a melhor desta série e, quiçá, de todas as outras séries que já tive a oportunidade de assistir.
A 2ª temporada não consegue segurar a "peteca" tendo como principal momento os primeiros episódios, logo após a fuga de Scofield, Burrows e mais alguns outros presos. Neste temporada o tema central é a busca por um dinheiro, oriundo de um roubo praticado por um dos detentos da penitenciária. O referido detento não conseguiu fugir e contou onde a grana poderia ser encontrada. Detalhe: todos os fugitivos ouviram a história da grana e, por conta dista, começa a corrida pelo "ouro".
Na 3ª temporada Scofield acaba sendo preso no Panamá, numa penitenciária considerada como uma das mais violentas do mundo. Ainda que não consiga reviver os momentos excepcionais da 1ª temporada, a série,   por conta dos momentos de tensão dentro da prisão e da tentativa de Burrows e outros amigos fugitivos, em ajudar Scofield a fugir, ganhou fôlego para a sua última e decisiva temporada.
A 4ª temporada, e última da série, oscila um pouco, mas continua bem interessante. Após a fuga da prisão panamenha, o objetivo agora é recuperar Scylla [uma espécie de hardware, que possui um programa que parece ter soluções econômicas para diversos problemas mundiais, como produção/distribuição de alimentos para resolver o problema da fome mundial, cura para doenças, entre tantos outros benefícios]. Aqui, finalmente, eles enfrentam a Companhia, tal falada nas outras temporadas, mas que mostra a sua "cara" e a sua influência nesta derradeira temporada. 
A série conta com vários personagens cativantes e mesmo aqueles que parecem que nunca vão contar com a nossa simpatia por ter um caráter minimamente dúbio, podem ter seus momentos de bons moços e nos fazer repensar todo o conceito negativo acerca deles. É uma série muito boa. Vale a pena assistir!!

A outra série que vou comentar ainda está em exibição, estando, neste momento, no intervalo da 2ª para a 3ª temporada: "The Good Wife". Tenho que agradecer a Bel [ :****] por ter baixado toda a primeira temporada para mim :) .
Na 1ª temporada, Alicia Florick é uma esposa e mãe dedicada. Ela recebe um duro golpe quando vem à tona um escândalo sexual envolvendo o seu marido, Peter Florick, promotor de Cook County. A série já inicia com a renúncia ao cargo e prisão de Peter, que também foi acusado do recebimento de favorecimentos em virtude do seu cargo. Com isto Alicia vê a sua vida completamente mudada. Vai para outra casa e começa a trabalhar como advogada numa empresa de advocacia, que conta com um antigo affair da época de faculdade, Will Gardner, como sócio.
Cada episódio desta série é um caso no qual a empresa e Alicia estão trabalhando e não traz muita dependência em relação a episódios anteriores, porém, concomitante a estes casos, vemos também a história da reconstrução da vida familiar/pessoal de Alicia, como a tentativa de Peter em demonstrar o seu arrependimento, tentando se reaproximar da esposa e dos filhos. Em relação à vida pessoal dos personagens, os episódios são lineares, seguindo uma sequência e mantendo dependência entre eles.
Na 2ª temporada a tônica é a mesma: casos profissionais independentes e vida familiar/pessoal seguindo a sequência normal e comum às séries [pelo menos dos modelos de séries que gosto de assistir].
Aqui  mostra Peter já livre [fato ocorrido antes do término da 1ª temporada] e em plena campanha para voltar à Promotoria. Alicia tentar se manter afastada desta campanha para se preservar e para não ver seus filhos também atingidos. A reconciliação com o marido ou uma aproximação afetiva com Will Gardner são alguns dos dilemas que ela vai enfrentar até o final desta 2ª temporada.

É outra série que achei bem interessante e que recomendo. Estou aguardando agora a 3ª temporada.

Em breve postarei sobre a 1ª temporada de "Game Of Thrones", da HBO.

Agora sobre dois filmes assistidos nos últimos dias:

Título em português: Meu Malvado Favorito
Título original: Despicable Me
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Pierre Coffin, Chris Renaud
Gênero: Animação

Após a revelação de que a pirâmide de Gizé havia sido roubada, sendo considerado o roubo do século, Gru [o malvado do título] resolve mostrar a sua capacidade de roubar algo que vai ser considerado o maior roubo da história: a lua. Daí começam as suas desventuras. Ele precisa de um financiamento para bancar o seu projeto, porém por imposição do banco [o Banco do Mal] é preciso que ele roube uma arma que encolhe objetos [é a forma encontrada para o roubo da lua - reduzi-la para poder trazer para o planeta].
Gru, porém, enfrenta a concorrência de outro vilão: Vetor, autor do roubo da pirâmide e filho do dono do banco.
Na disputa pela arma encolhedora, Vetor leva a melhor. Gru, porém, não desiste e tenta invadir a mansão superprotegida de Vetor, não logrando êxito. Entretanto, ele consegue ver 3 garotinhas, que vivem num orfanato, adentrarem a residência do rival para vender biscoitinhos, sem qualquer resistência do mesmo.
Daí surge a ideia de adotar as meninas para usá-las no roubo da desejada arma.
Ele, contudo, não imaginava que a adoção das fedelhas traria significativas mudanças na sua vida.
Mais uma ótima animação e que deve ser assistida. RECOMENDADÍSSIMO!!!



E agora o segundo filme

Título em português: Namorados Para Sempre
Título original: Blue Valentine
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Derek Cianfrance
Atores: Ryan GoslingMichelle Williams, Faith Wladyka, John Doman.
Duração: 114 min
Gênero: Drama

O filme retrata a história de um casal em meio a uma relação desgastada pelos anos. Esta história é entrecortada por passagens anteriores de suas vidas, mostrando alguns momentos, como um pouco das suas trajetórias, pouco antes de se conhecerem, o dia em que se viram pela primeira vez, como ocorreu a aproximação e o enlace definitivo nas suas vidas. De forma resumida: é a história de dois jovens que se apaixonam, se casam e vêem a sua relação e sentimentos irem se reduzindo com o passar dos anos.
Este desencato é muito mais perceptível na personagem de Michelle Williams, Cindy, que parece ter deixado de nutrir qualquer expectativa na relação, assim como já não parece fazer questão alguma de tentar reacender um sentimento que poderia [ou não] estar adormecido.
Num dos momentos em que ocorrem um dos habituais flashbacks do filme é mostrada Cindy falando do seu sonho em cursar medicina. E, aparentemente, está se encaminhando para isso. Já Dean [Ryan Gosling] parece ter chegado no seu ápice ao ter constituído uma família com Cindy e a filha deles, Frankie. Ele se sente feliz por ter um trabalho em que pode tomar um cervejinha antes de pegar no batente e que recebe seu dinheiro assim que o conclui [ele trabalha como pintor].
Apesar de tudo, Dean ainda parece acreditar naquela estrutura familiar e, ainda que não reclame, no filme é possível perceber que ele ainda tentou fazer algo para mudar um pouco do marasmo [e até mesmo de rejeição por parte da mulher] em que se encontra a relação. Há de se notar também que alguns dos seus hábitos [fumar muito e gostar bastante de beber], além da falta de perspectivas, acabaram por esgotar e cansar Cindy.
Obviamente que quando já não existe a paixão, alguns elementos são fundamentais para que o amor continue sendo alimentado e, notadamente, a admiração pela outra pessoa, ao meu ver, é algo básico neste processo. E isto é algo quase palpável nesta narrativa: Cindy convive com alguém por quem não consegue nutrir qualquer admiração, para justificar, pelo menos, a tentativa de resgatar a sua relação.
Um grande filme, que, diferente da maioria das películas que se baseia na história de casais, este é um antirromance, porém com uma pitada grandiosa de realismo.
Outro ponto alto é a caracterização dos personagens nas transições das cenas. Como não é uma história linear, tendo idas e vindas, mostrando ora o momento atual, ora o passado, os personagens se mostram envelhecidos ou rejuvenescidos na medida certa de acordo com o tempo em que as coisas parecem ocorrer [creio que toda a história ocorra num intervalo de aproximadamente 10 ou 11 anos - idade atual da filha deles].
Bem, as reflexões ficarão ao encargo de cada um, e vai um aviso: qualquer semelhança com a realidade, talvez não seja mera coincidência. Filmaço! RECOMENDADÍSSIMO!!!

14.7.11

Filmes: breves comentários

"Kick-Ass, Quebrando Tudo": este é show de bola. Um garoto comum se questiona porque nenhum de nós, pessoas comuns, resolveu ser um heroi, como ocorre nos quadrinhos. Pois bem, ele não só se questiona como resolve agir. Encomenda sua roupa e se lança no combate ao crime em favor dos fracos e oprimidos. Mas nem tudo é tão simples como pode parecer nos quadrinhos. Só a boa vontade não faz um heroi! Ele, após ter sofrido horrores [e diversas fraturas] na sua na tentativa de impedir um crime, é visitado por um pai e filha que lutam contra o crime [a menina é treinada em tiro e defesa pessoal pelo pai] e, diferente do heroi "amador" mostra grande desenvoltura para enfrentar o crime. Para quem curte filmes baseados em HQ's e não se choca com uma pitada de violência [incluindo aí as sofridas pela jovem heroina] não se arrependerá em assistir. RECOMENDADÍSSIMO!

Os personagens comuns
As mesmas pessoas já
"transformadas"  em herois.


"O Livro de Eli": filme se baseia na história de um homem chamado Eli [Denzel Washington], que carrega um livro raro numa terra apocalíptica. E este livro é o que busca, a qualquer custo, um outro homem, pois, com ele, sabe ser possível "dominar" corações e mentes das pessoas. É.... a vida imita a arte! O filme, ainda que não seja um primor, cumpre o papel de entreter, mas poxa... é triste descobrir no final do filme que Eli tem um "problema" e que tudo que ele fez no decorrer da película parece ser um tanto quanto forçado! Filme mediano.

"Cartas Para Julieta": comédia romântica bem "meia-boca". Sophia viaja com seu noivo para Verona, na Itália. Ela vislumbra a possibilidade de uma lua de mel antecipada, mas ele está mais preocupados com os negócios que pode fazer para o seu restaurante nos EUA. Daí já viu, né? Enquanto ela quer conhecer a cidade, ir nos pontos turísticos com ele, o cara só quer saber de ir para cidades vizinhas procurar bons produtores/fornecedores de vinho e queijo. Sophia conhece um grupo de senhoras que recebem e respondem cartas endereçadas a Julieta, pedindo conselhos à personagem shakesperiana. A carente noiva responde uma destas cartas, que havia sido postada há muitos anos, e para surpresa de todos ela resolve seguir o conselho de Sophia, ou melhor, de "Julieta" para ir em busca do seu amor deixado para trás. Mas o que acontece?? A "tia" não vem sozinha! Está acompanhada pelo seu pedante sobrinho, que vai sendo conquistado pela singeleza de Sophia. Bem, para quem gosta de comédia romântica, aconselho buscar outros títulos. Este não empolga em momento algum, exceto pelas pelas paisagens italianas.

"Tron, O Legado": Kevin Flynn é um gênio da informática e dono de uma grande empresa do ramo. Num belo dia, ele desaparece sem deixar qualquer sinal do seu paradeiro. Seu filho, Sam, que contava com 7 anos à época, herda o negócio, mas não encara com seriedade a empresa. Um dia recebe uma mensagem de texto para ir a determinado local. Ao chegar lá encontra o último trabalho do pai, que o leva o transporta a um mundo completamente tecnológico. Para os que curtem ficção científica, é uma boa pedida. EU RECOMENDO!



"Enrolados": mais uma animação que faz uma adaptação de um clássico infantil: Rapunzel. Aqui uma princesa é raptada, ainda bebê, e mantida numa alta torre por uma vaidosa mulher que se utiliza dos cabelos mágicos da menina para se manter sempre jovial. Tudo vai transcorrendo como deseja a vilã, até que um dia um charmoso ladrão chega à torre que abriga a princesa. Daí se desenrola a aventura, quando, após um acordo, o rapaz promete levar a princesa para ver umas luzes que aparecem todo ano, no mesmo dia [trata-se de pequenos balões que os verdadeiros pais de Rapuzel lança para comemorar o dia do seu aniversário]. Mais uma boa pedida. O aspecto chato para mim são as cantorias que volta e meia aparecem. Se isto pouco contribui para o filme [sou suspeito pois não gosto nem um pouco de musicais], também não é capaz de tornar o filme desinteressante. Vale conferir.

12.7.11

Filme, música e a contagiante nostalgia

Dia desses tive o prazer de assistir a mais um belíssimo filme. Num primeiro momento fiquei relutante pois não conseguia lembrar de nada digno de nota estrelado por Owen Wilson. Woody Allen na direção também me pareceu meio assustador, ainda que tenha lembrado do bom "Match Point" e do mediano "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos".
Pois bem, de posse de um comentário positivo e da maravilhosa e certa companhia da minha namorada, decidi-me por assisti-lo. Trata-se do belíssimo "Meia-Noite em Paris".
Não me prolongarei nos comentários quanto ao filme, mas não tenho dúvida de que foi o melhor filme/atuação de Owen Wilson. Foi empatia imediata pelo maravilhoso personagem vivido pelo referido ator. Um homem que parece, muitas vezes, estar vivendo uma época que não é bem a sua. No filme, Gil Pendler [Owen Wilson] está prestes a se casar com Inez [Rachel McAdams] e estão em Paris acompanhando os pais da noiva, já que o pai é um bem sucedido empresário, estando na capital francesa a negócios.
Enquanto Gil tem uma visão romântica da capital francesa, achando, inclusive, que o casal deveria morar lá, sua noiva se mostra um tanto quanto frívola, não demonstrando dar importância aos anseios do sonhador e nostálgico Gil, que idealiza a Paris da década de 1920 como sendo a era de ouro.
Num passeio solitário à noite, o sonho do nosso adorável personagem se realiza: ele é "transportado" à época dourada parisiense e consegue  conviver com personalidades como Picasso, Scott Fitzgerald, Hemingway, entre outros.
Estes passeios noturnos passam a ocorrer diariamente e isso acaba dando um novo rumo a sua vida.

Sem dúvida um filme excelente e que vale a pena ser assistido! RECOMENDADÍSSIMO!!!!!!

E como o assunto tem a ver com nostalgia, lá vou eu. Sempre fui encantando com algumas coisas da década de 60, principalmente no que diz respeito às manifestações culturais e políticas. Só para colocar as coisas em ordem: para mim a década dourada da música foi a década de 1990 [principalmente os 5 primeiros anos], mas sou meio nostálgico por aquele clima dos anos 1960 a 1970 [ainda que não os tenha vivido].

Nesta toada, lembrei-me de uma música que conheci através dos Ramones, posteriormente gravada pelos Raimundos: "Needles and Pins". Pelas informações que encontrei ela foi originalmente gravada por The Searchers. Abaixo os clipes desta deliciosa música, com Ramones, Raimundos e The Searchers [em 1964 - fiquei emocionado vendo o clipe - e em 2009].
Tudo bem, eu sei que é uma overdose, mas só assim para aplacar [ou seria alimentar?] um pouco da minha sensação! :)

 The Ramones


Raimundos


The Searchers - 1964


The Searchers - 2009

9.1.11

Cinefilia II

Continuanda a saga dos filmes assistidos em 2011, que podem ser visto sob o marcador: Cinefilia 2011.


Filme 3 -> "Leaves of Grass". Comédia/Drama. 2009. Filme dirigido por Tim Blake Nelson [que participa do filme vivendo o personagem Bolger]. Edward Norton é um nome que normalmente já me deixa tentado a assistir a um filme do qual ele faça parte. E o melhor é que neste filme ele aparece em dose dupla. "Leaves of Grass" gira em torna da relação dos gêmeos Bill e Brady Kincaid entre eles e de ambos com a mãe. 
Enquanto um continua morando na mesma cidade onde nasceu e cresceu, tornando-se um traficante que produz uma forte espécie de maconha, cultivada em casa, o outro praticamente renega a família e se muda buscando novos horizontes, se tornando um bem sucedido professor universitário. E, desde a sua saída deste última da cidade, não mais fazia qualquer contato com os familiares que ficaram para trás. Até que recebe uma ligação que fala da morte do seu irmão e ele acaba retornando à cidade para o funeral do mesmo. Mas eis que uma surpresa e alguns reencontros mudam a sua vida e a forma de encarar as coisas. Mesmo não sendo genial, é um filme que vale a pena ver: RECOMENDADO! 



Filme 4 ->  "Onde Vivem os Monstros" [Where the Wild Things Are]. Drama/Aventura. 2009. Dirigido por Spike Jonze, esta adaptação do livro infantil homônimo, mostra uma criança [o personagem Max] com características comuns como rebeldia e egocentrismo. Num desses momentos de rebeldia, já que buscava chamar a atenção da sua mãe [que recebia a visita de uma pessoa]; sendo repreendido por ela, Max sai correndo de casa, até parar num local em que encontra um barquinho. Ele sobe na embarcação e aí começa a sua jornada, indo parar numa ilha. Lá ele vê alguns monstros, sendo o único humano, e começa a se relacionar com eles. Logo é aclamado rei e tenta desempenhar esse papel.
Interessante é que os personagens tem características bem definidas, sendo Carol [nome de um deles], o que tem características mais parecidas com a de Max [tendo, talvez por isto, a maior simpatia de Max].
As relações "pessoais" e o amadurecimento [conforme sugerido pela crítica] são temas latentes e abordados pela obra. Um filme que parece ser para o público infantil, mas que, pela sutil inteligência, é capaz de agradar bem mais ao público adulto.
Nota: a última cena, que mostra Max deixando a ilha levaram às lágrimas eu e meu filho, Mateus [7 anos]. A bem da verdade ele não assistiu ao filme todo, vendo apenas alguns trechos, como o que acabei de citar. Penso ser uma pedida muito boa! RECOMENDADO!


Filme 5 -> "72 Horas" [The Next 3 Days]. Ação/Suspense. 2010. Filme dirigido por Paul Haggis, começa com uma cena em que Russell Crowe está com o rosto manchado de sangue e na qual ouvimos uma voz, que não sabemos ser a dele [um pensamento, portanto] ou de outra pessoa dizendo estar ficando sem fôlego e pedindo para ir para um hospital A cena é cortada para 3 anos antes. Daí o que vemos é uma família feliz: John [Crowe], Lara [Elizabeth Banks] e o seu filho tomando café, tirando foto e conversando sobre coisas cotidianas, tudo num clima de amor e felicidade. Esta paz é interrompida com a chegada da polícia, que prende Lara, acusando-a de homicídio. 
A narrativa segue de modo linear, mostrando as tentativas legais de reverter a situação, haja vista Lara ter sido condenada pelo crime do qual foi acusada. Após mostradas algumas situações como as tentativas frustradas, as visitas à esposa e mãe [pelo marido e filho] e o cotidiano de um pai que tenta cuidar do seu filho, sem, de qualquer modo, desistir da sua esposa. Novo "corte" para 3 meses antes da cena inicial e aí já mostra um John coletando informações e criando um plano para tentar tirar a sua mulher daquela situação. Ao saber que ela será transferida para uma outra prisão, as medidas desesperadas, porém já estudas, começam a ganhar corpo e aí entra a parte da ação do filme.
Houve um momento em que achei que o filme poderia ter sido mais conciso após a prisão de Lara, mas percebo que o clima para justificar as atitudes e para mostrar o preparo e estudo de John estava sendo criado por Haggis. Mas afirmo que nem esta sensação seria capaz de não indicar esta película. Portanto RECOMENDADO!

6.1.11

Cinefilia I

Este ano vou tentar bater todos os meus recordes de filmes assistidos: filmes num dia, numa sequencia non stop e em quantidades. E quero listar todos eles aqui no blog. Espero assistir, pelo menos, uns 150 filmes. Para poder acompanhar esta saga, criei o marcador [lá no final da página] Cinefilia 2011. E já vou começar com dois, que acho boas pedidas:


Filme 1 -> "Na Natureza Selvagem" ["Into The Wild"]. Drama. Filme lançado em 2007, com direção e roteiro de Sean Penn, baseado no livro homônimo do jornalista Jon Krakauer, este filme, baseado num fato real, conta a história de Christopher McCandless, um jovem recém-formado, que resolve abandonar tudo por não se conformar em estar rodeado de vidas baseadas em mentiras, principalmente a relação de seus pais e numa sociedade extremamente materialista. Chris McCandless, um jovem idealista, tem como referência escritos de Thoreau, Tolstoi e Jack London. Por mais louca que a ideia possa parecer para todos nós, extremamente apegados a uma ou outra coisa, o jovem aventureiro fascina pela crença na possibilidade de se "descobrir" desapegando-se dessa vida de consumo , isolando-se desta sociedade de aparência, em busca da verdade e da felicidade, como viviam os nossos ancestrais: em pleno contato com a natureza.

O filme pode nos remeter a reflexões acerca das coisas que valorizamos na vida e é, para mim, uma verdadeira lição. Deixo, para encerrar, uma das frases escrita por Chris num dos livros que ele lia: "a verdadeira felicidade só é real, quando compartilhada". Filme RECOMENDADÍSSIMO!


Filme 2 -> A Vila" ["The Village"], Suspense. Lançado em 2004, tem direção de M. Night Shyamalan, é um filme que conta com boas atuações e um roteiro bem escrito. A história se desenrola numa vila, onde vive um grupo [talvez umas 60, 70 pessoas ao todo] que fez a opção de viver isolado do mundo, em harmonia, sem dinheiro,e repartindo todo o alimento que produzem. A liderança deste grupo se dá por meio de um Conselho de Anciões, que é formado por algumas das pessoas mais antigas e experientes desta vila.
O lugar é cercado por um bosque, onde vivem estranhas criaturas chamadas pelo moradores de "Aqueles a Quem Não Mencionamos". Para que a coexistência seja pacífica, foi feito um pacto, onde os moradores não cruzam as fronteiras do bosque, tampouco as tais criaturas adentram a vila.
Muito mistério e certa dose de suspense dão o tom para o desenrolar do filme. Película RECOMENDADA!.

4.10.10

A vida imita a arte [ou Das Ironias da Vida]

Quem me conhece sabe que um filme que acabe de forma surpreendente pode ganhar alguns pontos comigo. É óbvio que eu já me traí e algumas vezes senti certa frustração por não ver tudo acabar bem, como é a praxe nas películas, se bem que no momento não lembro de nenhum filme em que eu gostaria de trocar o final só por todos não terem ficado "felizes para sempre". 

Vou comentar agora sobre um filme que acabei de assistir: "Jogando Com Prazer", com Ashton Kutcher e Anne Heche, para, em seguida, falar das minhas impressões da vida.
Jogando com Prazer[3]

Confesso que inicialmente estava meio reticente quanto ao filme, mas como já há algum tempo a sétima arte ocupa o primeiro posto entre os meus hobbies, resolvi dar uma chance.

A história é meio clichê: trata-se do estilo de vida de um jovem bonito e sedutor [Kutcher], que vive em Los Angeles, e vai tentando se dar bem, conquistando mulheres, e usufruindo das boas coisas materiais que essas relações podem proporcionar. Logo de cara ele adentra uma mansão, onde está ocorrendo uma festa, e nela conhece uma garota [Heche], a quem tenta [e consegue] seduzir, terminando a noite na casa dela.

Daí ele permanece nos dias que se seguem na casa, buscando conquistar a confiança dela. Consegue o seu intento e começa a tirar proveito, como dar uma festa na casa [aproveitando uma viagem da anfitriã], passeando com o carro dela, etc.

Até que ela descobre que o seu príncipe encantado é, em verdade, um conquistador e que busca auferir vantagens não tão "nobres" da relação. Vale ressaltar que nesse ínterim ele conhece uma pessoa, numa lanchonete, por quem ele começa a se encantar. Pararei por aqui, para que isto não vire um spoiler, afinal não quero estragar a diversão de ninguém, caso queira[m] ver o filme.

O que importa é que nem tudo acaba de forma tão "perfeita" assim, como muitas vezes ocorre na vida. Por vezes somos obrigados a tomar decisões de acordo com o que privilegiamos [e são nos momentos em que somos obrigados a decidir é que talvez passemos a ter a noção do que cada opção significa de modo global dentro da nossa vida - como um todo, eu digo]. 

Interessante [ou seria irônico?] é que nem sempre isto significa escolher exatamente o que imaginamos nos fazer mais feliz. Mas hoje penso que talvez isto possa ser apenas a visão aparente e imediata da situação, já que a longo prazo possivelmente teremos ganhos com uma decisão que tomamos, ainda que num primeiro momento pareça ser o contrário, afinal ninguém vai decidir por algo que saiba ser o pior.

Fica a recomendação do filme, principalmente pelas decisões pessoais dos protagonistas. E, como falei no início, pelo fato de reproduzir que nem sempre é possível ser afortunado no amor, quando outras coisas precisam ser ponderadas. Vai o que é mais importante para cada um.

24.1.10

Maratona de final de ano

Não se trata de nenhuma corrida dessas de final de ano, mas uma proposta pessoal, e nada excepcional, que fiz de assistir um filme a cada dia até o final do ano. Isto seria a média, podendo-se assistir dois filmes num dia e nenhum no outro, por exemplo.
A data inicial era o dia 24/12 e a final seria 31/12, o que daria 8 dias [incluindo-se o primeiro e o último dia].
Agora o breve relato dos filmes assistidos nesse período:
Os Indomáveis 1. “Os Indomáveis”: baseado no Velho Oeste estadunidense e que tem como protagonistas um rancheiro [personagem vivido por Christian Bale] numa situação financeira e à beira de perder a sua propriedade, e um respeitadíssimo fora da lei, conhecido como Ben Wade, que lidera uma gangue em roubos à carruagens de transporte de valores. Suas vidas se cruzam e os choques de valores entre os citados personagens são uma das tônicas dessa muito boa película [como diria o grande Salsa]. RECOMENDO sem erro!
Força Policial 2. “Força Policial”: com temática na corrupção de um determinado distrito policial da cidade de Nova Iorque, onde Edward Norton vive o papel de um tira que está afastado das ruas e que se vê em meio a uma investigação, a pedido do seu pai [um ex-tira] das mortes de 4 policiais do mesmo distrito. À medida em que a investigação avança, percebe-se o envolvimento de alguns membros com o submundo do crime. É uma pena que o filme demora um pouco para “engrenar”, mas, ainda assim, é uma boa pedida. Nota 7,8.
Quebrando a Banca 3. “Quebrando a Banca”: Um professor universítário [Kevin Spacey] reúne um grupo de estudantes que mostram grande capacidade na contagem de cartas, no jogo Blackjack [ou 21, como é conhecido em terra brasilis]. Com isto, ensaiam alguns gestos para que o apostador principal saiba quando uma mesa está ou não boa, quando é o momento de parar, etc. Viajam para Las Vegas e começam a ganhar dinheiro. Mas nem tudo corre, o tempo todo, exatamente como eles gostariam. Nada excepcional, mas vale pelo entretenimento. Nota 7,5.
Ele Não Está Tão A Fim De Você 4. “Ele Não Está Tão Afim de Você”: comédia romântica [estilo adorado por muitos ;)] bem legal, que mostra os dilemas, principalmente femininos, nas relações com o sexo oposto. Legal pelas sacadas, pelos diálogos, que mostram alguns aspectos que diferenciam homens e mulheres nas suas formas de se comportar dentro de um relacionamento. Vale a pena!!



Do Inferno 5. “Do Inferno”: trata da história de Jack, o Estripador, que matou algumas prostitutas em Londres, no final do século XIX. Conta com o bom Johnny Depp como investigador e responsável por desvendar os assassinatos em série. Boa pedida!





Zodíaco 6. “Zodíaco”: filme que narra a história de um serial killer que deixa, propositalmente, pistas sobre o seu próximo ataque. A narrativa se passa sob a ótica de um jornalista [Jake Gyllenhall] que resolve buscar informações para tentar descobrir a identidade do assassino. Infelizmente, na minha opinião, o filme se desenvolve de modo muito monótono e acaba cansando pelo excessivo arrodeio para se chegar a lugar nenhum!!! Bem… já ouvi comentários positivos a respeito dessa película, portanto nada como cada um ter a sua própria opinião. Eu NÃO RECOMENDO!!

Bem, fiquei devendo o nome de outros dois, já que a promessa eram de assistir 8 filmes. De qualquer sorte seguem as minhas opiniões sobre os que assisti.

11.1.09

Filmes europeus: a redenção!

Ontem assisti ao filme "O Silêncio de Lorna", de produção conjunta [Bélgica, França, Alemanha e Itália], lançado no ano passado. Apesar de ter lido boas referências sobre os irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne [direção, roteiro e produção do filme aqui abordado], acho que ficam alguns vazios no filme.

Li que gostam de filmar ao estilo naturalista, sem sonoplastia criadas [sons oriundos do "universo" espacial dos personagens], uso de cenas e situações cotidianas [o que me agrada, pois permite uma maior identificação com os personagens]. Apesar da simpatia com as técnicas utilizadas, acho que a película fica em dívida com o espectador ao negar-lhe uma relação mais suave na fluência da história. O momento da entrega da protagonista da história, a albanesa Lorna, a seu marido, o aparentemente ex-viciado Claudy [vale lembrar que o casamento entre eles foi forjado para que Lorna obtivesse a cidadania belga], quando todo o comportamento anterior dela e a própria relação que tinha com Claudy parece ser apenas de uma difícil tolerância.

A morte de Claudy foi outro momento que poderia ter sido melhor explorado pelos cineastas, até para justificar a alteração de comportamento da apática Lorna. A notícia chega a nós, espectadores, de forma muito distante [o que acabamos por transferir inevitavelmente para Lorna].

Por fim, para fechar o vazio que significou o filme, a história fica num aberto que nem te permite imaginar o que pode ocorrer. Isto até pode ser um trunfo em alguns filmes, mas neste fica a incômoda sensação de interrupção abrupta de uma história, de uma personagem que nem bem sabemos que tipo de ação pode tomar.

Nâo fosse pela bela companhia, diria que não foi uma boa opção para o meu sagrado sábado.

Não recomendo [mas sei como são os fãs de cinema alternativo/europeu :)))]

Ficha técnica:

Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro:
Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi (Lorna), Jérémie Renier (Claudy), Fabrizio Rongione (Fabio), Alban Ukaj (Sokol)

Mas é como sempre digo: "nada como um dia após ou outro"

No domingo me proporcionei um prazer indescritível ao assistir um daqueles filmes que mexem com algo em você, lá dentro: "A Vida dos Outros".

Este belo filme de produção alemã e lançado em 2006 fala da história de um oficial da Alemanha Oriental, Gerd Wiesler, fiel ao regime socialista, que investiga e mostra grande conhecimento de como obter informações sobre suspeitos de não simpatizarem com o Estado socialista ou com os cidadãos subversivos.

Ao ir assistir a uma peça de um aclamado dramaturgo alemão, Georg Dreyman, junto com outros membros do Comitê Central, para ver se autorizam a sua exibição, ele suspeita do referido dramaturgo e diz que acredita que ele deva ser monitorado. Vale lembrar que o governo busca ser onipresente e onisciente na vida dos cidadãos, buscando saber tudo a respeito de cada um deles, principalmente dos que são tidos como suspeitos.

A investigação sobre os passos cabe ao mesmo Wiesler, que atua com outro companheiro, fazendo relatórios diários de tudo que escutam. Mas o "contato" diário com o dramaturgo, a sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, e outros artista, começam a fazer com que Wiesler veja a tentativa do sistema de calar vozes tão humanas e de ideais tão nobres de outra forma.

Sob o anonimato que busca preservar, tenta de alguma forma contribuir para que eles não sejam silenciados ou sofram os rigores que o estado socialista alemão possam lhes impor.

As seqüências [poxa, eu adoro as tremas e ainda não consegui me livrar delas :((] desta bela película são de uma beleza difícil de transpor aqui. Alguns diálogos, com o momento em que Christa-Maria fala para Dreyman que ele dorme com o 'eles', fazendo alusão à inércia crítica do dramaturgo [nota: isto ocorre no momento em que ele diz saber que ela estava transando com o Ministro do Estado].

Bem, apesar de ter falado algumas coisas sobre o filme, o que achei incrível é como um filme como este parece reacender em mim um fio de esperança [eu que ando tão descrente ultimamente] de que sempre é possível fazer algo para mudar aquilo que não gostamos dentro de um sistema opressor. Ainda que sejam pequenas contribuições anônimas, como as feitas pelo belo personagem Wiesler.

Eu, que no dia anterior enalteci o cinema estadunidense como a Meca do cinema, afirmo: eles sabem fazem ótimos filmes [e também péssimos], mas, diferente do que havia pensado no dia anterior, alguns lugares do mundo nos proporcionam excepcionais momentos, como o que experimentei nesta manhã. Viva a boa e velha sétima arte [neste momento da minha vida, creio que é a arte que mais aprecio, superando a antes imbatível música]

Como li numa comunidade do orkut: "Um filme que não morre nunca". Um dos melhores filmes que já assisti na minha vida [ou que mais mexeram comigo].

Tomo a ousadia de reproduzir a experiência de uma pessoa que foi assistir ao filme [retirada de uma comunidade no orkut]:

"Dizem que aplaudir o filme no cinema é brega, pelo menos nas grandes cidades. Pois não é que em pleno Espaço Unibanco, de gente interessada e habituada ao cinema, o público da sala cheia abandonou a etiqueta e o aplaudiu sem hesitação? E batiam forte, batiam como se fosse uma peça de teatro terminada agora mesmo, assoviavam, o diretor estava ali? E o mais curioso: o filme termina tão redondo que nada mais era pra ser dito. Metade da sala se levantou pra aplaudir ao mesmo tempo, imediatamente após a última imagem começar a escurecer. ANtes de ficar toda a tela preta todos estavam de pé. Ou eles já tinham visto o filme, ou o filme é tão bom que ele passa o THE END apenas pelo ritmo filmado. É perfeito, nunca tive essa experiência antes."

Ficha técnica:

Título Original: Das Leben der Anderen
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2006

Elenco:
Martina Gedeck (Christa-Maria Sieland)
Ulrich Mühe (Gerd Wiesler)
Sebastian Koch (Georg Dreyman)
Ulrich Tukur (Anton Grubitz)
Thomas Thieme (Ministro Bruno Hempf)
Hans-Uwe Bauer (Paul Hauser)
Volkmar Kleinert (Albert Jerska


RECOMENDADÍSSIMO!

29.12.08

Filme: "Ponto de Vista" [Vantage Point]

Mais um bom lançamento de 2008!

Nesta película acontece algo que gosto: uma história sob a ótica de personagens diversos, já que mostra o que fizeram no período em que acontece o fato que é o epicentro do enredo [um atentado contra o presidente dos EUA]

Numa decisão histórica mais de 150 países vão assinar um pacto antiterrorismo. No momento em que o presidente da imperialista nação vai discursar ocorre um atentado, causando um pânico generalizado nas pessoas que ali estão. Tiros, explosões, corre-corre acontecem numa seqüência muito interessante, quando a cena é parada. Somos transportados 23 minutos antes do atentado e comecemos a ver a história sob o ótica do principal segurança do presidente, de onde vemos todos os fatos até eclodir no momento do ataque terrorista, dando prosseguimento por mais alguns minutos, onde acompanhamos a ação do referido personagem até determinado ponto, onde ocorre novo corte e retorno às 11h59min [23 minutos antes do atentado].

Este tipo de narrativa ocorre para diferentes personagens [um policial espanhol, um turista estadunidense, o presidente dos EUA], até que as histórias vão se amarrando e vamos entendendo como tudo funcionou para a eclosão do momento central da história e do seu posterior desenrolar. Ótima trama.

TOTALMENTE EXCELENTE!!

Elenco:

Dennis Quaid - Thomas Barnes
Eduardo Noriega - Enrique
Forest Whitaker - Howard Lewis
Sigourney Weaver - Rex Brooks
William Hurt - President Ashton

9.8.08

Filmes: "BATMAN BEGINS" e "BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS"

Tive, no final de semana passado, uma sessão dupla do herói mais querido da DC Comics, pelo menos para mim: Batman.

Vamos aos filmes.

BATMAN BEGINS

Loquei "Batman Begins" para assistir numa sexta-feira, já que tinha planos de ver no final de semana o recém lançado "O Cavaleiro das Trevas. O filme retrata o "surgimento" do herói. Através de flashbacks vimos o menino Bruce Wayne em momentos com a sua prima Rachel Dodson e com seus pais [de quem presencia os assassinatos]. Desde a morte dos seus pais o atormentado Bruce [Christian Bale], que alimenta um forte desejo de vingança, percorre o mundo para buscar um modo de combater a injustiça.

Além da ótima produção, que conta com um elenco muito bom, o filme preza por mostrar o nosso herói altamente humanizado, com seus medos e dilemas.

Até então [antes do lançamento de "Batman, O Cavaleiro das Trevas" foi o melhor filme do Homem Morcego e o que mais se aproximou da história dos que acompanharam o herói noturno de Gotham City. Agora que assisti aos dois não há dúvida: este filme estava nos preparando para o que viria!!

BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS

Antes de qualquer coisa: QUE FILME DA PORRA! Após o "Batman Begins", novamente Christian Bale mostra quem melhor encarnou o morcegão, mas agora enfrentando o seu arqui-rival: o Coringa, magistralmente encarnado pelo agora falecido Heath Ledger. É o vilão mais insano DE TODOS OS TEMPOS!

Não vou me delongar muito neste filme, pois acho que só assistindo para se ter uma clara noção daquele que é, para mim, o melhor filme de um herói em quadrinhos já transposto para a telona!

Ambos RECOMENDADÍSSIMOS!!

Filme: UM BEIJO ROUBADO



Hoje assisti "Um Beijo Roubado", filme que tem no seu elenco Jude Law, Natalie Portman e Rachel Weisz. Confesso que quando vi o nome de Jude Law e li a sinopse do filme fiquei empolgado imaginando que iria fazer algo legal no meu dia favorito e sair das "trevas" momentânea.

O filme começa bem enfadonho. No início ocorre o encontro de Jeremy [Jude Law], dono de um café em Nova Iorque com Elizabeth [Norah Jones]. É aí que rola certa "química" entre os personagens e eles conversam durante algumas noites sobre aspectos e experiências vividas. Quando Elizabeth resolve partir de Nova Iorque buscando uma mudança de atitude [sem sequer falar para Jeremy], já que andava entristecida com o rompimento recente de sua relação, tem-se a impressão de que o filme vai melhorar, mas ainda assim a película não engrena e continua se arrastando até o final.

Parece até que eu estava esperando shows pirotécnicos, invasões alienígenas ou qualquer coisa que emprestasse um pouco de ação ao filme. Na verdade não é isto. Acho que o filme deixa a desejar nos diálogos e nas situações vividas pelos personagens. Se queria passar alguma idéia, creio que situações ou diálogos mais profundos [e isto independe de linguajar rebuscado] seriam necessários. Não há momentos que façam com que o filme fique devidamente "guardado" para mim.

Filme, na minha humilde opinião, DISPENSÁVEL. Ainda bem que só paguei R$ 2,00 numa ótima promoção do Cinemark!

Como diria a hiena Hardy: "ó dia, ó azar". :P

4.2.07

Filme, vingança e trilha sonora!

Este final de semana assisti ao bom "Kill Bill I". Dirigido por Tarantino [ainda vou dedicar um final de semana para assistir todos os filmes deste cara, aproveitando que não são muitos].

Achei muito boa a perfomance de Uma Thurman [Mamba Negra no filme], encarnando o papel de uma mulher com sede de vingança contra um grupo chamado víboras mortais, que participaram de um extermínio no dia do seu casamento, devendo ser ela também uma das vítimas. Mas não existiria o filme se ela tivesse morrido no citado incidente, né?! Como é dito no início do filme: "A vingança é um prato que deve ser comido frio" [ou algo do tipo], e após longos 4 anos em coma ela consegue sair dele e iniciar o seu intento.

Muito boa as coreagrafias das lutas [é, Matrix foi um divisor de águas na história do cinema] que se baseia em artes marciais!

Outro aspecto interessante é a trilha sonora! Lembro que a pedido de um amigo, baixei a trilha sonora para ele e quando a ouvi [sem dar muita atenção é verdade] achei muito ruim. Mas assistindo ao filme, achei maravilhosa as músicas [ou melhor dizendo, os trechos incidentais]. Interessante como as opções feitas, em relação a trilha, ficaram perfeitas... até um trecho assobiado, que é o momento em que uma das assassinas do grupo víboras mortais entra para matar a moribunda Mamba Negra [Uma Thurman] no Hospital! É um assobiozinhozinho pegajoso pra caralho!!

Mas o que importa em verdade é que o filme é muito bom!!

27.11.05

Criado para brilhar...

Putz... graças ao grande amigo Eduardo e sua dica maravilhosa assisti na segunda-feira passada (dia 21/11) um dos melhores filmes que já tive a oportunidade de ver na minha vida (inclusive ele fez este mesmo comentário ao me recomendar o filme)! Trata-se do GENIAL "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" (convenhamos: até o título é genial!).

O filme, estrelado por Jim Carrey (Joel Barish), Kate Winslet (Clementine), Elijah Wood (Patrick) e Kirsten Dunst (Mary), baseia-se no fato de Clementine resolver apagar Joel das suas lembranças contratando, para isto, uma empresa especializada. Joel percebe que há algo errado com Clementine até que descobre que ela resolveu tirá-lo da sua vida. Ele então resolve fazer o mesmo, contratando a mesma empresa para também apagar Clementine de sua memória. Porém no decorrer do processo ele percebe que a ama e tenta interromper a empreitada!

Jim Carrey, ao meu ver, conseguiu convencer num papel mais sério, tendo uma ótima atuação, assim como o resto do elenco.

Com direção de Michel Gondry e tendo como roteirista Charlie Kaufman (vou prestar atenção neste nome de agora em diante), "Brilho Eterno..." ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Ao terminar de assistir o filme duas sensações me dominaram: a de dar um fraternal abraço de agradecimento no amigo Eduardo e a de que havia acabado de assistir um dos melhores filmes da minha vida.

Vale a pena dar uma conferida!

7.10.05

Depois de um longo e tenebroso inverno...

eis que reapareço para postar algumas coisas.

Cinéfilos de plantão!

Vou começar falando daquele que foi o filme que mais gostei de ter assistido este ano (ainda que ele tenha sido lançado no ano passado): trata-se de "Efeito Borboleta"!
Achei o filme com um roteiro brilhante, ainda que alguns puristas vejam alguns furos nele, mas, sem dúvida, nada que tire o brilho deste filme que já faz parte do meu TOP (10?, 15?, 25?) de filmes (qualquer dia desses vou criar uma relação dos grandes filmes que já assisti).!

Um pouco de história agora: nos idos de 1979, um meteorologista do MIT (sigla em inglês para Instituto de Tecnologia de Massachussets) escreveu um artigo entitulado "Pode o bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadear um tornado no Texas?". O artigo tratava da Teoria do Caos e postulava sobre a idéia de que fatores iniciais insignificantes, distantes, podem produzir resultados catastróficos não previsíveis! Tal efeito ficou conhecido como "Efeito Borboleta". Podemos, então, notar a idéia central do filme a partir disto!

Muitos torcem o nariz para os atores, mas não tenho, particularmente, nenhuma crítica a fazer quanto a atuação dos mesmos! Penso que vale a pena dar uma conferida!

Depois de um bom filminho, boa música!

Este é o bom álbum da banda inglesa Athlete. Ao ouvir não podemos deixar de associar ao ótimo estilo de som praticado pelos britânicos. Os que gostam de Coldplay, Travis, Keane, certamente se deleitarão com a doce música feita pelo quarteto Joel Pott (voz/guitarra), Carey Willetts (baixo), Tim Wanstall (teclado) e Stephen Roberts (bateria). "Tourist" é o segundo álbum da banda e conta com onze boas músicas. Destaque para as faixas "Half Light", "Modern Mafia", "Twenty Four Hours" e "Yesterday Threw Everyting At Me" (a melhor do álbum, para mim - quem quiser escutá-la antes de baixar o álbum é só ir lá na relação de música e clicar no título da faixa para fazer o download).

Para quem deseja ouvir o álbum da banda segue o link abaixo:

Athlete - Tourist [parte 1] [arquivo no formato .sfx (executável do WinRar)]
Athlete - Tourist [parte 2] [arquivo no formato .sfx (executável do WinRar)]

Obs.: a música "Yesterday Threw Everything At Me" no link acima está com um probleminha (saltos em alguns trechos); mas a música está em perfeito estado no link abaixo!

Relação das músicas:

01. Chances
02. Half Light
03. Tourist
04. Trading Air
05. Wires
06. If I Found Out
07. Yesterday Threw Everything At Me (em perfeito estado)
08. Street Map
09. Modern Mafia
10. Twenty Four Hours
11. I Love

15.9.05

Para os cinéfilos!

Recebi uma grande dica dos amigos Galego, Tadeu e Binha, conferi e não me arrependi: o filme "Círculo de Fogo".
Trata-se da história real de um russo chamado Vassili Zaitsev, que se torna ídolo da campanha russa contra a invasão alemã a Stalingrado! Zaitsev é promovido a atirador de elite da tropa russa, quando "descoberto" por outro soldado russo, Danilov. Exímio atirador que é, Zaitsev se torna a esperança e o principal motivador da União Soviética na continuidade desta luta para deter os alemães.
O auge do filme ocorre com a chegada do maior atirador de elite alemão: Erwin Konig. Vale a pena conferir o belíssimo filme dirigido por Jean-Jacques Annaud e baseado no livro do mesmo nome!

No elenco alguns nomes já conhecidos:
Jude Law (Vassili Zaitsev)
Joseph Fiennes (Igor Danilov)
Ed Harris (Erwin Konig)
Rachel Weisz (Tania Chernova)

Aqui mais duas páginas que têm a ver com o filme:

Círculo de Fogo - informações sobre o filme
Stalingrado e os atiradores de elite - informações sobre o que ocorreu em Stalingrado, tendo inclusive uma estatística do "estrago" feito pelos principais atiradores de elite. Veja quantos um finlândes chamado Simo Hayha matou.

3.9.05

Soco no estômago...

Finalmente assisti ao ótimo filme "O Clube da Luta", que tem como protagonistas dois grandes atores, ao meu ver: Edward Norton ("A Outra História Americana", "O Povo Contra Larry Flint") e Brad Pitt ("Seven", "Snatch, Porcos e Diamantes"). Num roteiro muito bem escrito, o filme te prende até o último momento e, às vezes, te faz se sentir 'meio perdido' parecendo estar faltando alguma coisa. Mas tudo se encaixa perfeitamente. Penso que, tal como o filme "O Sexto Sentido", vale assisti-lo uma segunda vez, para percebemos algumas coisas que porventura tenham passadas despercebidas! Taí a minha indicação para o final de semana para os poucos que ainda não o assistiram!