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26.7.11

Séries e filmes

PARA OUVIR ENQUANTO LÊ:


Hoje falarei, inicialmente, de duas séries.

A primeira é "Prison Break": série dividida em 4 temporadas, transmitida originalente pela Fox, de agosto de 2005 a maio de 2009.
1ª temporada: dois irmãos, Michael Scofield e Lincoln Burrows, lutam para fugir de uma penitenciária antes da execução de Burrows, que foi condenado à pena de morte por um crime que não cometeu. Na prisão o telespectador vai tendo contato com os personagens centrais da trama. Scofield, que é engenheiro [e é genial], tem um plano mirabolante, porém alguns fatores vão tornando a fuga difícil. O constante clima de tensão fazem desta temporada a melhor desta série e, quiçá, de todas as outras séries que já tive a oportunidade de assistir.
A 2ª temporada não consegue segurar a "peteca" tendo como principal momento os primeiros episódios, logo após a fuga de Scofield, Burrows e mais alguns outros presos. Neste temporada o tema central é a busca por um dinheiro, oriundo de um roubo praticado por um dos detentos da penitenciária. O referido detento não conseguiu fugir e contou onde a grana poderia ser encontrada. Detalhe: todos os fugitivos ouviram a história da grana e, por conta dista, começa a corrida pelo "ouro".
Na 3ª temporada Scofield acaba sendo preso no Panamá, numa penitenciária considerada como uma das mais violentas do mundo. Ainda que não consiga reviver os momentos excepcionais da 1ª temporada, a série,   por conta dos momentos de tensão dentro da prisão e da tentativa de Burrows e outros amigos fugitivos, em ajudar Scofield a fugir, ganhou fôlego para a sua última e decisiva temporada.
A 4ª temporada, e última da série, oscila um pouco, mas continua bem interessante. Após a fuga da prisão panamenha, o objetivo agora é recuperar Scylla [uma espécie de hardware, que possui um programa que parece ter soluções econômicas para diversos problemas mundiais, como produção/distribuição de alimentos para resolver o problema da fome mundial, cura para doenças, entre tantos outros benefícios]. Aqui, finalmente, eles enfrentam a Companhia, tal falada nas outras temporadas, mas que mostra a sua "cara" e a sua influência nesta derradeira temporada. 
A série conta com vários personagens cativantes e mesmo aqueles que parecem que nunca vão contar com a nossa simpatia por ter um caráter minimamente dúbio, podem ter seus momentos de bons moços e nos fazer repensar todo o conceito negativo acerca deles. É uma série muito boa. Vale a pena assistir!!

A outra série que vou comentar ainda está em exibição, estando, neste momento, no intervalo da 2ª para a 3ª temporada: "The Good Wife". Tenho que agradecer a Bel [ :****] por ter baixado toda a primeira temporada para mim :) .
Na 1ª temporada, Alicia Florick é uma esposa e mãe dedicada. Ela recebe um duro golpe quando vem à tona um escândalo sexual envolvendo o seu marido, Peter Florick, promotor de Cook County. A série já inicia com a renúncia ao cargo e prisão de Peter, que também foi acusado do recebimento de favorecimentos em virtude do seu cargo. Com isto Alicia vê a sua vida completamente mudada. Vai para outra casa e começa a trabalhar como advogada numa empresa de advocacia, que conta com um antigo affair da época de faculdade, Will Gardner, como sócio.
Cada episódio desta série é um caso no qual a empresa e Alicia estão trabalhando e não traz muita dependência em relação a episódios anteriores, porém, concomitante a estes casos, vemos também a história da reconstrução da vida familiar/pessoal de Alicia, como a tentativa de Peter em demonstrar o seu arrependimento, tentando se reaproximar da esposa e dos filhos. Em relação à vida pessoal dos personagens, os episódios são lineares, seguindo uma sequência e mantendo dependência entre eles.
Na 2ª temporada a tônica é a mesma: casos profissionais independentes e vida familiar/pessoal seguindo a sequência normal e comum às séries [pelo menos dos modelos de séries que gosto de assistir].
Aqui  mostra Peter já livre [fato ocorrido antes do término da 1ª temporada] e em plena campanha para voltar à Promotoria. Alicia tentar se manter afastada desta campanha para se preservar e para não ver seus filhos também atingidos. A reconciliação com o marido ou uma aproximação afetiva com Will Gardner são alguns dos dilemas que ela vai enfrentar até o final desta 2ª temporada.

É outra série que achei bem interessante e que recomendo. Estou aguardando agora a 3ª temporada.

Em breve postarei sobre a 1ª temporada de "Game Of Thrones", da HBO.

Agora sobre dois filmes assistidos nos últimos dias:

Título em português: Meu Malvado Favorito
Título original: Despicable Me
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Pierre Coffin, Chris Renaud
Gênero: Animação

Após a revelação de que a pirâmide de Gizé havia sido roubada, sendo considerado o roubo do século, Gru [o malvado do título] resolve mostrar a sua capacidade de roubar algo que vai ser considerado o maior roubo da história: a lua. Daí começam as suas desventuras. Ele precisa de um financiamento para bancar o seu projeto, porém por imposição do banco [o Banco do Mal] é preciso que ele roube uma arma que encolhe objetos [é a forma encontrada para o roubo da lua - reduzi-la para poder trazer para o planeta].
Gru, porém, enfrenta a concorrência de outro vilão: Vetor, autor do roubo da pirâmide e filho do dono do banco.
Na disputa pela arma encolhedora, Vetor leva a melhor. Gru, porém, não desiste e tenta invadir a mansão superprotegida de Vetor, não logrando êxito. Entretanto, ele consegue ver 3 garotinhas, que vivem num orfanato, adentrarem a residência do rival para vender biscoitinhos, sem qualquer resistência do mesmo.
Daí surge a ideia de adotar as meninas para usá-las no roubo da desejada arma.
Ele, contudo, não imaginava que a adoção das fedelhas traria significativas mudanças na sua vida.
Mais uma ótima animação e que deve ser assistida. RECOMENDADÍSSIMO!!!



E agora o segundo filme

Título em português: Namorados Para Sempre
Título original: Blue Valentine
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Derek Cianfrance
Atores: Ryan GoslingMichelle Williams, Faith Wladyka, John Doman.
Duração: 114 min
Gênero: Drama

O filme retrata a história de um casal em meio a uma relação desgastada pelos anos. Esta história é entrecortada por passagens anteriores de suas vidas, mostrando alguns momentos, como um pouco das suas trajetórias, pouco antes de se conhecerem, o dia em que se viram pela primeira vez, como ocorreu a aproximação e o enlace definitivo nas suas vidas. De forma resumida: é a história de dois jovens que se apaixonam, se casam e vêem a sua relação e sentimentos irem se reduzindo com o passar dos anos.
Este desencato é muito mais perceptível na personagem de Michelle Williams, Cindy, que parece ter deixado de nutrir qualquer expectativa na relação, assim como já não parece fazer questão alguma de tentar reacender um sentimento que poderia [ou não] estar adormecido.
Num dos momentos em que ocorrem um dos habituais flashbacks do filme é mostrada Cindy falando do seu sonho em cursar medicina. E, aparentemente, está se encaminhando para isso. Já Dean [Ryan Gosling] parece ter chegado no seu ápice ao ter constituído uma família com Cindy e a filha deles, Frankie. Ele se sente feliz por ter um trabalho em que pode tomar um cervejinha antes de pegar no batente e que recebe seu dinheiro assim que o conclui [ele trabalha como pintor].
Apesar de tudo, Dean ainda parece acreditar naquela estrutura familiar e, ainda que não reclame, no filme é possível perceber que ele ainda tentou fazer algo para mudar um pouco do marasmo [e até mesmo de rejeição por parte da mulher] em que se encontra a relação. Há de se notar também que alguns dos seus hábitos [fumar muito e gostar bastante de beber], além da falta de perspectivas, acabaram por esgotar e cansar Cindy.
Obviamente que quando já não existe a paixão, alguns elementos são fundamentais para que o amor continue sendo alimentado e, notadamente, a admiração pela outra pessoa, ao meu ver, é algo básico neste processo. E isto é algo quase palpável nesta narrativa: Cindy convive com alguém por quem não consegue nutrir qualquer admiração, para justificar, pelo menos, a tentativa de resgatar a sua relação.
Um grande filme, que, diferente da maioria das películas que se baseia na história de casais, este é um antirromance, porém com uma pitada grandiosa de realismo.
Outro ponto alto é a caracterização dos personagens nas transições das cenas. Como não é uma história linear, tendo idas e vindas, mostrando ora o momento atual, ora o passado, os personagens se mostram envelhecidos ou rejuvenescidos na medida certa de acordo com o tempo em que as coisas parecem ocorrer [creio que toda a história ocorra num intervalo de aproximadamente 10 ou 11 anos - idade atual da filha deles].
Bem, as reflexões ficarão ao encargo de cada um, e vai um aviso: qualquer semelhança com a realidade, talvez não seja mera coincidência. Filmaço! RECOMENDADÍSSIMO!!!

13.7.11

DISCOGRAFIA BÁSICA [02]

Para ouvir enquanto lê:     





Estava devendo mais uma desta série e resolvi falar de um dos álbuns que mais me mexeram comigo ao ouvi-lo. Não, não é exagero: lembro claramente de quando este álbum caiu nas minha mãos, emprestado por um colega de trabalho, no já longíquo ano de 1992. Foi amor à primeira audição. Impacto igual só ao ouvir "Nevermind", do Nirvana, que conheci no mesmo período. Nenhum outro álbum, até hoje, fez o mesmo que estes dois fizeram. O "bolachinha" a qual me refiro é "Out Of Time".

Este álbum, que completou no dia 12 de março 20 anos, catapultou o R.E.M. para o chamado mainstream da música.

Eu sei que não é um álbum de virtuosismos instrumentais, nem de experimentalismos revolucionários, muito longe disto. Mas quem disse que a música é "só" isso? Quem disse que é preciso virtuosismos, experimentalismos ou fórmulas mirabolantes para tocar as pessoas? Talvez para alguns poucos, a música seja isso, mas para mim a música "te pega" de jeito e te diz algo [muitas vezes independente do que o compositor quis dizer - se é que ele quis dizer de fato algo]; por vezes sentimos algo que não dá bem para explicar como e porquê: só sentimos e pronto!

Tudo casa de forma muito harmônica neste álbum; a cada faixa, mesmo que hajam flertes com o rap, com o folk, com o pop altamente grudento, a singeleza de cada arranjo soa divinamente com a maravilhosa voz de Stipe.

DETALHES:



Artista/Banda: R.E.M.
Lançamento: 1991 [atenção neste ano. Foi o melhor!!]
Gravadora: Warner 
Formação: Michael Stipe [voz], Bill Berry [bateria], Mike Mills [baixo] e Peter Buck [guitarra]
Local: Athens, Georgia [EUA]
Destaques: "Losing My Religion", "Near Wild Heaven", "Half World Away", "Texarkana", "Me In Honey" [mas pode ouvir todas que vale a pena! :) ]
Nota: 10,0

9.1.11

Cinefilia II

Continuanda a saga dos filmes assistidos em 2011, que podem ser visto sob o marcador: Cinefilia 2011.


Filme 3 -> "Leaves of Grass". Comédia/Drama. 2009. Filme dirigido por Tim Blake Nelson [que participa do filme vivendo o personagem Bolger]. Edward Norton é um nome que normalmente já me deixa tentado a assistir a um filme do qual ele faça parte. E o melhor é que neste filme ele aparece em dose dupla. "Leaves of Grass" gira em torna da relação dos gêmeos Bill e Brady Kincaid entre eles e de ambos com a mãe. 
Enquanto um continua morando na mesma cidade onde nasceu e cresceu, tornando-se um traficante que produz uma forte espécie de maconha, cultivada em casa, o outro praticamente renega a família e se muda buscando novos horizontes, se tornando um bem sucedido professor universitário. E, desde a sua saída deste última da cidade, não mais fazia qualquer contato com os familiares que ficaram para trás. Até que recebe uma ligação que fala da morte do seu irmão e ele acaba retornando à cidade para o funeral do mesmo. Mas eis que uma surpresa e alguns reencontros mudam a sua vida e a forma de encarar as coisas. Mesmo não sendo genial, é um filme que vale a pena ver: RECOMENDADO! 



Filme 4 ->  "Onde Vivem os Monstros" [Where the Wild Things Are]. Drama/Aventura. 2009. Dirigido por Spike Jonze, esta adaptação do livro infantil homônimo, mostra uma criança [o personagem Max] com características comuns como rebeldia e egocentrismo. Num desses momentos de rebeldia, já que buscava chamar a atenção da sua mãe [que recebia a visita de uma pessoa]; sendo repreendido por ela, Max sai correndo de casa, até parar num local em que encontra um barquinho. Ele sobe na embarcação e aí começa a sua jornada, indo parar numa ilha. Lá ele vê alguns monstros, sendo o único humano, e começa a se relacionar com eles. Logo é aclamado rei e tenta desempenhar esse papel.
Interessante é que os personagens tem características bem definidas, sendo Carol [nome de um deles], o que tem características mais parecidas com a de Max [tendo, talvez por isto, a maior simpatia de Max].
As relações "pessoais" e o amadurecimento [conforme sugerido pela crítica] são temas latentes e abordados pela obra. Um filme que parece ser para o público infantil, mas que, pela sutil inteligência, é capaz de agradar bem mais ao público adulto.
Nota: a última cena, que mostra Max deixando a ilha levaram às lágrimas eu e meu filho, Mateus [7 anos]. A bem da verdade ele não assistiu ao filme todo, vendo apenas alguns trechos, como o que acabei de citar. Penso ser uma pedida muito boa! RECOMENDADO!


Filme 5 -> "72 Horas" [The Next 3 Days]. Ação/Suspense. 2010. Filme dirigido por Paul Haggis, começa com uma cena em que Russell Crowe está com o rosto manchado de sangue e na qual ouvimos uma voz, que não sabemos ser a dele [um pensamento, portanto] ou de outra pessoa dizendo estar ficando sem fôlego e pedindo para ir para um hospital A cena é cortada para 3 anos antes. Daí o que vemos é uma família feliz: John [Crowe], Lara [Elizabeth Banks] e o seu filho tomando café, tirando foto e conversando sobre coisas cotidianas, tudo num clima de amor e felicidade. Esta paz é interrompida com a chegada da polícia, que prende Lara, acusando-a de homicídio. 
A narrativa segue de modo linear, mostrando as tentativas legais de reverter a situação, haja vista Lara ter sido condenada pelo crime do qual foi acusada. Após mostradas algumas situações como as tentativas frustradas, as visitas à esposa e mãe [pelo marido e filho] e o cotidiano de um pai que tenta cuidar do seu filho, sem, de qualquer modo, desistir da sua esposa. Novo "corte" para 3 meses antes da cena inicial e aí já mostra um John coletando informações e criando um plano para tentar tirar a sua mulher daquela situação. Ao saber que ela será transferida para uma outra prisão, as medidas desesperadas, porém já estudas, começam a ganhar corpo e aí entra a parte da ação do filme.
Houve um momento em que achei que o filme poderia ter sido mais conciso após a prisão de Lara, mas percebo que o clima para justificar as atitudes e para mostrar o preparo e estudo de John estava sendo criado por Haggis. Mas afirmo que nem esta sensação seria capaz de não indicar esta película. Portanto RECOMENDADO!

6.1.11

Cinefilia I

Este ano vou tentar bater todos os meus recordes de filmes assistidos: filmes num dia, numa sequencia non stop e em quantidades. E quero listar todos eles aqui no blog. Espero assistir, pelo menos, uns 150 filmes. Para poder acompanhar esta saga, criei o marcador [lá no final da página] Cinefilia 2011. E já vou começar com dois, que acho boas pedidas:


Filme 1 -> "Na Natureza Selvagem" ["Into The Wild"]. Drama. Filme lançado em 2007, com direção e roteiro de Sean Penn, baseado no livro homônimo do jornalista Jon Krakauer, este filme, baseado num fato real, conta a história de Christopher McCandless, um jovem recém-formado, que resolve abandonar tudo por não se conformar em estar rodeado de vidas baseadas em mentiras, principalmente a relação de seus pais e numa sociedade extremamente materialista. Chris McCandless, um jovem idealista, tem como referência escritos de Thoreau, Tolstoi e Jack London. Por mais louca que a ideia possa parecer para todos nós, extremamente apegados a uma ou outra coisa, o jovem aventureiro fascina pela crença na possibilidade de se "descobrir" desapegando-se dessa vida de consumo , isolando-se desta sociedade de aparência, em busca da verdade e da felicidade, como viviam os nossos ancestrais: em pleno contato com a natureza.

O filme pode nos remeter a reflexões acerca das coisas que valorizamos na vida e é, para mim, uma verdadeira lição. Deixo, para encerrar, uma das frases escrita por Chris num dos livros que ele lia: "a verdadeira felicidade só é real, quando compartilhada". Filme RECOMENDADÍSSIMO!


Filme 2 -> A Vila" ["The Village"], Suspense. Lançado em 2004, tem direção de M. Night Shyamalan, é um filme que conta com boas atuações e um roteiro bem escrito. A história se desenrola numa vila, onde vive um grupo [talvez umas 60, 70 pessoas ao todo] que fez a opção de viver isolado do mundo, em harmonia, sem dinheiro,e repartindo todo o alimento que produzem. A liderança deste grupo se dá por meio de um Conselho de Anciões, que é formado por algumas das pessoas mais antigas e experientes desta vila.
O lugar é cercado por um bosque, onde vivem estranhas criaturas chamadas pelo moradores de "Aqueles a Quem Não Mencionamos". Para que a coexistência seja pacífica, foi feito um pacto, onde os moradores não cruzam as fronteiras do bosque, tampouco as tais criaturas adentram a vila.
Muito mistério e certa dose de suspense dão o tom para o desenrolar do filme. Película RECOMENDADA!.

4.10.10

A vida imita a arte [ou Das Ironias da Vida]

Quem me conhece sabe que um filme que acabe de forma surpreendente pode ganhar alguns pontos comigo. É óbvio que eu já me traí e algumas vezes senti certa frustração por não ver tudo acabar bem, como é a praxe nas películas, se bem que no momento não lembro de nenhum filme em que eu gostaria de trocar o final só por todos não terem ficado "felizes para sempre". 

Vou comentar agora sobre um filme que acabei de assistir: "Jogando Com Prazer", com Ashton Kutcher e Anne Heche, para, em seguida, falar das minhas impressões da vida.
Jogando com Prazer[3]

Confesso que inicialmente estava meio reticente quanto ao filme, mas como já há algum tempo a sétima arte ocupa o primeiro posto entre os meus hobbies, resolvi dar uma chance.

A história é meio clichê: trata-se do estilo de vida de um jovem bonito e sedutor [Kutcher], que vive em Los Angeles, e vai tentando se dar bem, conquistando mulheres, e usufruindo das boas coisas materiais que essas relações podem proporcionar. Logo de cara ele adentra uma mansão, onde está ocorrendo uma festa, e nela conhece uma garota [Heche], a quem tenta [e consegue] seduzir, terminando a noite na casa dela.

Daí ele permanece nos dias que se seguem na casa, buscando conquistar a confiança dela. Consegue o seu intento e começa a tirar proveito, como dar uma festa na casa [aproveitando uma viagem da anfitriã], passeando com o carro dela, etc.

Até que ela descobre que o seu príncipe encantado é, em verdade, um conquistador e que busca auferir vantagens não tão "nobres" da relação. Vale ressaltar que nesse ínterim ele conhece uma pessoa, numa lanchonete, por quem ele começa a se encantar. Pararei por aqui, para que isto não vire um spoiler, afinal não quero estragar a diversão de ninguém, caso queira[m] ver o filme.

O que importa é que nem tudo acaba de forma tão "perfeita" assim, como muitas vezes ocorre na vida. Por vezes somos obrigados a tomar decisões de acordo com o que privilegiamos [e são nos momentos em que somos obrigados a decidir é que talvez passemos a ter a noção do que cada opção significa de modo global dentro da nossa vida - como um todo, eu digo]. 

Interessante [ou seria irônico?] é que nem sempre isto significa escolher exatamente o que imaginamos nos fazer mais feliz. Mas hoje penso que talvez isto possa ser apenas a visão aparente e imediata da situação, já que a longo prazo possivelmente teremos ganhos com uma decisão que tomamos, ainda que num primeiro momento pareça ser o contrário, afinal ninguém vai decidir por algo que saiba ser o pior.

Fica a recomendação do filme, principalmente pelas decisões pessoais dos protagonistas. E, como falei no início, pelo fato de reproduzir que nem sempre é possível ser afortunado no amor, quando outras coisas precisam ser ponderadas. Vai o que é mais importante para cada um.

24.1.10

Maratona de final de ano

Não se trata de nenhuma corrida dessas de final de ano, mas uma proposta pessoal, e nada excepcional, que fiz de assistir um filme a cada dia até o final do ano. Isto seria a média, podendo-se assistir dois filmes num dia e nenhum no outro, por exemplo.
A data inicial era o dia 24/12 e a final seria 31/12, o que daria 8 dias [incluindo-se o primeiro e o último dia].
Agora o breve relato dos filmes assistidos nesse período:
Os Indomáveis 1. “Os Indomáveis”: baseado no Velho Oeste estadunidense e que tem como protagonistas um rancheiro [personagem vivido por Christian Bale] numa situação financeira e à beira de perder a sua propriedade, e um respeitadíssimo fora da lei, conhecido como Ben Wade, que lidera uma gangue em roubos à carruagens de transporte de valores. Suas vidas se cruzam e os choques de valores entre os citados personagens são uma das tônicas dessa muito boa película [como diria o grande Salsa]. RECOMENDO sem erro!
Força Policial 2. “Força Policial”: com temática na corrupção de um determinado distrito policial da cidade de Nova Iorque, onde Edward Norton vive o papel de um tira que está afastado das ruas e que se vê em meio a uma investigação, a pedido do seu pai [um ex-tira] das mortes de 4 policiais do mesmo distrito. À medida em que a investigação avança, percebe-se o envolvimento de alguns membros com o submundo do crime. É uma pena que o filme demora um pouco para “engrenar”, mas, ainda assim, é uma boa pedida. Nota 7,8.
Quebrando a Banca 3. “Quebrando a Banca”: Um professor universítário [Kevin Spacey] reúne um grupo de estudantes que mostram grande capacidade na contagem de cartas, no jogo Blackjack [ou 21, como é conhecido em terra brasilis]. Com isto, ensaiam alguns gestos para que o apostador principal saiba quando uma mesa está ou não boa, quando é o momento de parar, etc. Viajam para Las Vegas e começam a ganhar dinheiro. Mas nem tudo corre, o tempo todo, exatamente como eles gostariam. Nada excepcional, mas vale pelo entretenimento. Nota 7,5.
Ele Não Está Tão A Fim De Você 4. “Ele Não Está Tão Afim de Você”: comédia romântica [estilo adorado por muitos ;)] bem legal, que mostra os dilemas, principalmente femininos, nas relações com o sexo oposto. Legal pelas sacadas, pelos diálogos, que mostram alguns aspectos que diferenciam homens e mulheres nas suas formas de se comportar dentro de um relacionamento. Vale a pena!!



Do Inferno 5. “Do Inferno”: trata da história de Jack, o Estripador, que matou algumas prostitutas em Londres, no final do século XIX. Conta com o bom Johnny Depp como investigador e responsável por desvendar os assassinatos em série. Boa pedida!





Zodíaco 6. “Zodíaco”: filme que narra a história de um serial killer que deixa, propositalmente, pistas sobre o seu próximo ataque. A narrativa se passa sob a ótica de um jornalista [Jake Gyllenhall] que resolve buscar informações para tentar descobrir a identidade do assassino. Infelizmente, na minha opinião, o filme se desenvolve de modo muito monótono e acaba cansando pelo excessivo arrodeio para se chegar a lugar nenhum!!! Bem… já ouvi comentários positivos a respeito dessa película, portanto nada como cada um ter a sua própria opinião. Eu NÃO RECOMENDO!!

Bem, fiquei devendo o nome de outros dois, já que a promessa eram de assistir 8 filmes. De qualquer sorte seguem as minhas opiniões sobre os que assisti.

11.1.09

Filmes europeus: a redenção!

Ontem assisti ao filme "O Silêncio de Lorna", de produção conjunta [Bélgica, França, Alemanha e Itália], lançado no ano passado. Apesar de ter lido boas referências sobre os irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne [direção, roteiro e produção do filme aqui abordado], acho que ficam alguns vazios no filme.

Li que gostam de filmar ao estilo naturalista, sem sonoplastia criadas [sons oriundos do "universo" espacial dos personagens], uso de cenas e situações cotidianas [o que me agrada, pois permite uma maior identificação com os personagens]. Apesar da simpatia com as técnicas utilizadas, acho que a película fica em dívida com o espectador ao negar-lhe uma relação mais suave na fluência da história. O momento da entrega da protagonista da história, a albanesa Lorna, a seu marido, o aparentemente ex-viciado Claudy [vale lembrar que o casamento entre eles foi forjado para que Lorna obtivesse a cidadania belga], quando todo o comportamento anterior dela e a própria relação que tinha com Claudy parece ser apenas de uma difícil tolerância.

A morte de Claudy foi outro momento que poderia ter sido melhor explorado pelos cineastas, até para justificar a alteração de comportamento da apática Lorna. A notícia chega a nós, espectadores, de forma muito distante [o que acabamos por transferir inevitavelmente para Lorna].

Por fim, para fechar o vazio que significou o filme, a história fica num aberto que nem te permite imaginar o que pode ocorrer. Isto até pode ser um trunfo em alguns filmes, mas neste fica a incômoda sensação de interrupção abrupta de uma história, de uma personagem que nem bem sabemos que tipo de ação pode tomar.

Nâo fosse pela bela companhia, diria que não foi uma boa opção para o meu sagrado sábado.

Não recomendo [mas sei como são os fãs de cinema alternativo/europeu :)))]

Ficha técnica:

Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro:
Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi (Lorna), Jérémie Renier (Claudy), Fabrizio Rongione (Fabio), Alban Ukaj (Sokol)

Mas é como sempre digo: "nada como um dia após ou outro"

No domingo me proporcionei um prazer indescritível ao assistir um daqueles filmes que mexem com algo em você, lá dentro: "A Vida dos Outros".

Este belo filme de produção alemã e lançado em 2006 fala da história de um oficial da Alemanha Oriental, Gerd Wiesler, fiel ao regime socialista, que investiga e mostra grande conhecimento de como obter informações sobre suspeitos de não simpatizarem com o Estado socialista ou com os cidadãos subversivos.

Ao ir assistir a uma peça de um aclamado dramaturgo alemão, Georg Dreyman, junto com outros membros do Comitê Central, para ver se autorizam a sua exibição, ele suspeita do referido dramaturgo e diz que acredita que ele deva ser monitorado. Vale lembrar que o governo busca ser onipresente e onisciente na vida dos cidadãos, buscando saber tudo a respeito de cada um deles, principalmente dos que são tidos como suspeitos.

A investigação sobre os passos cabe ao mesmo Wiesler, que atua com outro companheiro, fazendo relatórios diários de tudo que escutam. Mas o "contato" diário com o dramaturgo, a sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, e outros artista, começam a fazer com que Wiesler veja a tentativa do sistema de calar vozes tão humanas e de ideais tão nobres de outra forma.

Sob o anonimato que busca preservar, tenta de alguma forma contribuir para que eles não sejam silenciados ou sofram os rigores que o estado socialista alemão possam lhes impor.

As seqüências [poxa, eu adoro as tremas e ainda não consegui me livrar delas :((] desta bela película são de uma beleza difícil de transpor aqui. Alguns diálogos, com o momento em que Christa-Maria fala para Dreyman que ele dorme com o 'eles', fazendo alusão à inércia crítica do dramaturgo [nota: isto ocorre no momento em que ele diz saber que ela estava transando com o Ministro do Estado].

Bem, apesar de ter falado algumas coisas sobre o filme, o que achei incrível é como um filme como este parece reacender em mim um fio de esperança [eu que ando tão descrente ultimamente] de que sempre é possível fazer algo para mudar aquilo que não gostamos dentro de um sistema opressor. Ainda que sejam pequenas contribuições anônimas, como as feitas pelo belo personagem Wiesler.

Eu, que no dia anterior enalteci o cinema estadunidense como a Meca do cinema, afirmo: eles sabem fazem ótimos filmes [e também péssimos], mas, diferente do que havia pensado no dia anterior, alguns lugares do mundo nos proporcionam excepcionais momentos, como o que experimentei nesta manhã. Viva a boa e velha sétima arte [neste momento da minha vida, creio que é a arte que mais aprecio, superando a antes imbatível música]

Como li numa comunidade do orkut: "Um filme que não morre nunca". Um dos melhores filmes que já assisti na minha vida [ou que mais mexeram comigo].

Tomo a ousadia de reproduzir a experiência de uma pessoa que foi assistir ao filme [retirada de uma comunidade no orkut]:

"Dizem que aplaudir o filme no cinema é brega, pelo menos nas grandes cidades. Pois não é que em pleno Espaço Unibanco, de gente interessada e habituada ao cinema, o público da sala cheia abandonou a etiqueta e o aplaudiu sem hesitação? E batiam forte, batiam como se fosse uma peça de teatro terminada agora mesmo, assoviavam, o diretor estava ali? E o mais curioso: o filme termina tão redondo que nada mais era pra ser dito. Metade da sala se levantou pra aplaudir ao mesmo tempo, imediatamente após a última imagem começar a escurecer. ANtes de ficar toda a tela preta todos estavam de pé. Ou eles já tinham visto o filme, ou o filme é tão bom que ele passa o THE END apenas pelo ritmo filmado. É perfeito, nunca tive essa experiência antes."

Ficha técnica:

Título Original: Das Leben der Anderen
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2006

Elenco:
Martina Gedeck (Christa-Maria Sieland)
Ulrich Mühe (Gerd Wiesler)
Sebastian Koch (Georg Dreyman)
Ulrich Tukur (Anton Grubitz)
Thomas Thieme (Ministro Bruno Hempf)
Hans-Uwe Bauer (Paul Hauser)
Volkmar Kleinert (Albert Jerska


RECOMENDADÍSSIMO!

29.12.08

Filme: "Ponto de Vista" [Vantage Point]

Mais um bom lançamento de 2008!

Nesta película acontece algo que gosto: uma história sob a ótica de personagens diversos, já que mostra o que fizeram no período em que acontece o fato que é o epicentro do enredo [um atentado contra o presidente dos EUA]

Numa decisão histórica mais de 150 países vão assinar um pacto antiterrorismo. No momento em que o presidente da imperialista nação vai discursar ocorre um atentado, causando um pânico generalizado nas pessoas que ali estão. Tiros, explosões, corre-corre acontecem numa seqüência muito interessante, quando a cena é parada. Somos transportados 23 minutos antes do atentado e comecemos a ver a história sob o ótica do principal segurança do presidente, de onde vemos todos os fatos até eclodir no momento do ataque terrorista, dando prosseguimento por mais alguns minutos, onde acompanhamos a ação do referido personagem até determinado ponto, onde ocorre novo corte e retorno às 11h59min [23 minutos antes do atentado].

Este tipo de narrativa ocorre para diferentes personagens [um policial espanhol, um turista estadunidense, o presidente dos EUA], até que as histórias vão se amarrando e vamos entendendo como tudo funcionou para a eclosão do momento central da história e do seu posterior desenrolar. Ótima trama.

TOTALMENTE EXCELENTE!!

Elenco:

Dennis Quaid - Thomas Barnes
Eduardo Noriega - Enrique
Forest Whitaker - Howard Lewis
Sigourney Weaver - Rex Brooks
William Hurt - President Ashton

9.8.08

Filmes: "BATMAN BEGINS" e "BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS"

Tive, no final de semana passado, uma sessão dupla do herói mais querido da DC Comics, pelo menos para mim: Batman.

Vamos aos filmes.

BATMAN BEGINS

Loquei "Batman Begins" para assistir numa sexta-feira, já que tinha planos de ver no final de semana o recém lançado "O Cavaleiro das Trevas. O filme retrata o "surgimento" do herói. Através de flashbacks vimos o menino Bruce Wayne em momentos com a sua prima Rachel Dodson e com seus pais [de quem presencia os assassinatos]. Desde a morte dos seus pais o atormentado Bruce [Christian Bale], que alimenta um forte desejo de vingança, percorre o mundo para buscar um modo de combater a injustiça.

Além da ótima produção, que conta com um elenco muito bom, o filme preza por mostrar o nosso herói altamente humanizado, com seus medos e dilemas.

Até então [antes do lançamento de "Batman, O Cavaleiro das Trevas" foi o melhor filme do Homem Morcego e o que mais se aproximou da história dos que acompanharam o herói noturno de Gotham City. Agora que assisti aos dois não há dúvida: este filme estava nos preparando para o que viria!!

BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS

Antes de qualquer coisa: QUE FILME DA PORRA! Após o "Batman Begins", novamente Christian Bale mostra quem melhor encarnou o morcegão, mas agora enfrentando o seu arqui-rival: o Coringa, magistralmente encarnado pelo agora falecido Heath Ledger. É o vilão mais insano DE TODOS OS TEMPOS!

Não vou me delongar muito neste filme, pois acho que só assistindo para se ter uma clara noção daquele que é, para mim, o melhor filme de um herói em quadrinhos já transposto para a telona!

Ambos RECOMENDADÍSSIMOS!!

Filme: UM BEIJO ROUBADO



Hoje assisti "Um Beijo Roubado", filme que tem no seu elenco Jude Law, Natalie Portman e Rachel Weisz. Confesso que quando vi o nome de Jude Law e li a sinopse do filme fiquei empolgado imaginando que iria fazer algo legal no meu dia favorito e sair das "trevas" momentânea.

O filme começa bem enfadonho. No início ocorre o encontro de Jeremy [Jude Law], dono de um café em Nova Iorque com Elizabeth [Norah Jones]. É aí que rola certa "química" entre os personagens e eles conversam durante algumas noites sobre aspectos e experiências vividas. Quando Elizabeth resolve partir de Nova Iorque buscando uma mudança de atitude [sem sequer falar para Jeremy], já que andava entristecida com o rompimento recente de sua relação, tem-se a impressão de que o filme vai melhorar, mas ainda assim a película não engrena e continua se arrastando até o final.

Parece até que eu estava esperando shows pirotécnicos, invasões alienígenas ou qualquer coisa que emprestasse um pouco de ação ao filme. Na verdade não é isto. Acho que o filme deixa a desejar nos diálogos e nas situações vividas pelos personagens. Se queria passar alguma idéia, creio que situações ou diálogos mais profundos [e isto independe de linguajar rebuscado] seriam necessários. Não há momentos que façam com que o filme fique devidamente "guardado" para mim.

Filme, na minha humilde opinião, DISPENSÁVEL. Ainda bem que só paguei R$ 2,00 numa ótima promoção do Cinemark!

Como diria a hiena Hardy: "ó dia, ó azar". :P

9.7.08

De volta!

Antes de começar o meu relato, uma novidade: para os que são apaixonados por música, vou deixar, a cada postagem, um som "supimpa" para que possam ouvir enquanto estiverem por aqui. Começarei com uma banda bastante influente dos anos 80 e de quem falarei num post vindouro. Trata-se da excepcional PIXIES. É só clicar no play e boa audição:

Pixies - Here Comes Your Man



Poxa... como já disse certa blogueira incentivadora: uma vez blogueiro sempre blogueiro! ;)

Acho que o fato de poder transpor situações que nos acontecem, sentimentos, dúvidas, certezas, alegrias, tristezas, enfim toda a sorte de coisas que fazem da nossa vida tão incrível e poder compartilhar com outras pessoas [tudo bem que no meu caso deve ser uma ou duas, na melhor das hipóteses!] é muito legal. E outra coisa que acho muito bom neste mundo virtual é que vou poder sempre vir aqui e relembrar o que este blogueiro pensava ou como se comportava no período referente a cada postagem.

Bem, deixando de papo furado, vamos por as mãos, ou melhor, os dedos à obra.

Vou abrir a postagem com a dica de um livro [com o qual fui recentemente presenteado] que vale principalmente pelo conhecimento da experiência vivida por um homem que pareceu ser bastante interessante; pode ser que ele tenha sido, sabe-se lá, arrogante, insuportável ou pouco sociável, mas, de toda forma, um homem interessante. Trata-se de "Desobediência Civil" de Henry Thoreau. Não vou adentrar muito nos comentários acerca do livro. Farei melhor: deixarei, para os que aqui chegaram, a "dissecação" da referida obra, tão bem feita por Mabel no link abaixo:
Comentários sobre "Desobediência Civil"

Interessante a idéia que ele nos apresenta de um Estado menos intruso [não, ele não é um dos famigerados neoliberais], onde o cidadão não fica tão atado às amarras criados por esse gigante opressor. Mas pera lá! É fundamental contextualizarmos a obra, que foi publicada em 1849, nos EUA, num período marcado pela luta abolicionista que envolvia o Sul [escravagista] e o Norte [abolicionista] e que culminou com a Guerra de Secessão.

Bem, feito isto penso que vale tentar imaginar o cenário: o Estado oferecendo muito pouco a seus cidadãos, mas fazendo exigências desproporcionalmente maiores [estamos falando de que país mesmo???]. De fato isto é um estímulo a busca de não-cooperação com este grandioso inimigo. E era esta não-colaboração é um dos pilares do pensamenteo de Thoreau. Segundo as palavras do autor, "realmente, nenhum homem tem o dever de se dedicar à erradicação de qualquer mal, mesmo o maior dos males. Esse homem pode muito bem ter outras preocupações que o ocupem. Mas ele tem pelo menos a obrigação de lavar as mãos frente à questão e, no caso de naõ mais se ocupar dela, de não dar qualquer apoio prático à injustica".

Para maior aprofundamente recomendo os comentários de Mabel ou a leitura do livro.

Saquei e estou contigo Thoreau: o Estado é meu inimigo!

É pouca coisa, mas as eleições estão chegando.

12.10.07

Leitura recomendada!

Li recentemente o bom livro, "Luxúria - A Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro, depois de uma ótima indicação [valeu Bel pela indicação e pelo empréstimo! :***].

Trata-se de um livro que aborda um tema que se não é de interesse de todos, creio ser de um número altíssimo de pessoas: a sexualidade e as suas diversas manifestações.

Logo no início do livro, o autor revela ter sido agraciado com os originais que haviam sido deixados na portaria do seu apartamento por uma outra pessoa, que fez a única exigência de que ele falasse sobre este fato, caso publicasse o livro. Supõe-se que seja uma história verídica, então!

Pois bem, sendo verídica a história a personagem central do livro [de quem não sabemos o nome, pois o mesmo não é dito em toda a narrativa] foi alguém realmente fascinante e que explorou praticamente tudo o que o sexo, nas suas mais diversas formas pode proporcionar. Não sendo verídica, foi uma ótima brincadeira de João Ubaldo que soube abordar bem a sexualidade através de uma personagem fictícia, de forma despudorada, ajudando-nos a rever, quem sabe, alguns valores.

Sem pudores, diz ter experimentado praticamente tudo; faz referência a apenas algumas coisas que sempre evitou, tais como: coprofilia ou chuva dourada [cocô e xixi não eram de modo algum, para ela, elementos que pudessem acrescentar algo, sexualmente falando]. No mais não consigo lembrar de outras restrições.

Reputo-a como uma mulher sexualmente incrível e talvez a pessoa mais liberada que eu tenha ouvido falar! Imagino como seria incrível poder ouvir os seus relatos pessoalmente ou então vê-la em ação. Admito porém que seria complicado, levando em consideração vínculos sentimentais, neste momento levar a termo algumas das suas idéias liberalíssimas. Não ouso, todavia, criticar a atitude ousada de pessoas como ela. Em verdade é como falei no início: um adjetivo que posso utilizar para defini-la é 'fascinante'. Só acho-a desrespeitosa com aqueles que não compartilham das idéias do seu total liberalismo sexual, quando ela atribui algumas qualificações ofensivas às pessoas "limitadas".

Felizmente sei que não é impossível existir pessoas que, se ainda não estão exatamente em tal nível de liberalismo [talvez melhor que seja assim ;))], tem um potencial sexual que em nada deixa a desejar a tal personagem [digo isto em relação ao apetite sexual :***********]

Voltando ao livro, ele é de leitura agradável, de tema interessantíssimo e que se pode ler em dois, três dias [há quem leia em apenas UM :P]. Até despertou o meu interesse em novas obras de João Ubaldo [tenho até "Viva O Povo Brasileiro" nas minhas mãos - não se preocupe grande Bruno, vou lê-lo]. A única crítica que faço ao livro é o fato de que nem sempre a história corre de forma linear. É como se fosse uma narrativa onde a pessoa vai contando situações da sua vida e nem sempre aprofunda determinada situação, deixa pra falar de coisas "mais à frente" na narrativa e parecem ficar algumas lacunas. Mas penso que isto não é nada que possa desmerecer esta boa obra. Livro recomendado!!!

DETALHES:


Título:
Luxúria - A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 164
Encadernação: Brochura
Nota: 8,5

4.9.07

Dica de leitura!

Acabei de ler o livro "Assassinato na Academia Brasileira de Letras" de Jô Soares. Contra a expectativa ruim criada pelo dono do livro, o grande amigo Jó, posso afirmar que o livro se "salvou" pra mim!

Nesta obra, Jô Soares repetiu a fórmula do seu primeiro livro "O Xangô de Baker Street", onde é utilizada uma receita infalível para prender a atenção de qualquer leitor que busque uma razoável leitura de entretenimento: um assassino desconhecido, onde não sabemos quem pode ser a próxima vítima, alguns personagens que podem ser este assassino e um detetive que vai buscando, por intermédio de algumas pistas, desvendar o mistério e, conseqüentemente, desco brir quem é o assassino, além de um romance básico, como não poderia faltar; de forma inteligente e bem humorada nos brinda com um desfile de personagens fictícios [Sherlock Holmes, por exemplo] com outros reais [D. Pedro II] neste envolvente livro, que narra a história do primeiro serial killer do Brasil!

Em "Assassinatos...", utiliza do seu bom humor, erudição e de personagens marcantes, como o detetive Machado Machado [legado de seu pai, este nome é uma homenagem do seu pai ao patrono da ABL, Machado de Assis, de quem era um ardoroso fã].

Ambientada no Rio de Janeiro, no longíquo ano de 1920, Jô cria [ou recria?] uma atmosfera perfeita para este suspense. Interessante observar o "paradoxo" utilizado, uma vez que as vítimas do assassino são os "imortais" da maior academia literária do nosso país. Tal qual na primeira obra do autor, o personagem central também se envolve sentimentalmente. Este envolvimento se dá com a filha de um dos "imortais", romance este que empresta certa dramaticidade no fim do livro, quando ela se vê em delicada situação junto ao assassino!

Ainda que considere que "O Xangô de Baker Street" seja a melhor obra de , vejo um aspecto que considero melhor em "Assassinatos...": a tradução dos anglicismos, galicismos e "latinismo", dos quais Jô faz, ao meu ver, uso abusivo.

RECOMENDO!!! Possibilidade de risos e desejo de ver logo o desfecho do suspense narrado [características de um bom livro do gênero]

DETALHES:


Título: Assassinato na Academia Brasileira de Letras
Autor: Jô Soares
Editora: CIA DAS LETRAS
Número de páginas: 256
Encadernação: Brochura
Edição: 2005
Nota: 8





Próximo livro [já em andamento]: "Luxúria - A Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro, da série Plenos Pecados.

3.9.07

DISCOGRAFIA BÁSICA [01]

Bem, seguindo o exemplo de Bel, vou postar agora os meus comentários a respeito de alguns álbuns; num primeiro momento não sabia se seguiria uma ordem pré-estabelecida [bandas inglesas/estadunidenses/de outras partes do mundo ou álbuns de uma mesma banda de forma seqüenciada ou,ainda, por década]; fiz a opção por comentar, neste primeiro momento, sobre os grandes álbuns da década de 90 [lógico que os que considero como grandes].

Sei que não terei vida fácil, uma vez que considero os anos 90, como a década mais produtiva e que "pariu" uma enormidade de grandes álbuns; de longe a que deixou o maior legado ao rock! Na minha modesta opinião, é claro!!!

Mas comecemos!

Bem... pode até não ser o melhor álbum DE TODOS OS TEMPOS, nem mesmo o melhor álbum da década, mas não é possível, para qualquer pessoa que tenha vivido e acompanhado aquele momento da música, negar a sua influência!! O álbum a que me refiro é o maravilhoso "Nevermind" do Nirvana!!

Este álbum, ao lado do "Out Of Time", do R.E.M. produziu as melhores sensações numa primeira audição que tive na minha vida!! Acho que só "Ten", do Pearl Jam conseguiu também mexer muito comigo num nível próximo aos dois anteriormente citados! Ah! Não quero ser injusto! Outros álbuns mexeram muito comigo também!!

Voltando ao que interessa de fato, o ótimo álbum do Nirvana: estive matando a saudade, já que me propus a comentar sobre ele. Caraca! É muito bom!! Não há uma faixa que se possa qualificar como fraca.

Lembrei-me desta postagem [feita por Bel], onde ela comentou sobre a melhor seqüência de músicas já ouvida num mesmo álbum, até então; pensando nisto, vi que adoro a seqüência citada no post acima, mas creio que a do Nirvana não fica a dever nada a ela! As 5 primeiras são de muita energia; a 6ª faixa não deixa a petecar cair, sendo apenas mais lenta que as precedentes! Logo em seguida a banda retoma toda a sua energia na poderosa "Territorial Pissings" ["Mijadas Territoriais", literalmente]. O gritos guturais de Kurt são um show à parte na citada faixa. As demais faixas também são igualmente boas e conseguem manter o disco num alto nível, sendo a última faixa a mais lenta e com um ar algo nostálgico-depressivo [não digo pela letra, já que não sei do que fala, mas sim pela sonoridade]. Vale a audição de cada uma delas [várias vezes].

É difícil "reviver" tudo aquilo que ocorreu no início da década de 90, onde a 'friorenta' Seattle se tornou o epicentro do rock mundial; imaginem um cenário local onde bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains, Screaming Trees, desfilavam suas músicas e seus talentos em palcos por toda a cidade. Caralho! Até fico com uma puta inveja daqueles que lá viveram este período!! Talvez seja incompreensível para quem não viveu este momento, mas mesmo algúem que estava tão distante, como era o meu caso, conseguia sentir o fervilhar que Seattle estava causando. Chegavam às nossas mãos pérolas como o álbum que motivou esta postagem, "Ten" e "Vs." [versus] do Pearl Jam, "Facelift" e "Dirt" do Alice In Chains, "Superunknown" do Soundgarden, "Sweet Oblivion" do Screaming Trees; enfim, muita coisa boa, oriunda de um mesmo lugar!

Penso que graças a "Nevermind" e ao Nirvana, pudemos novamente ver o rock ocupar lugar de destaque nas paradas, onde o predomínio era de cantores de country, boy bands [como Backstreet Boys] ou Mariah Carey e congêneres! É, pensando bem, bendita Seattle! E para se ter uma idéia de como a coisa andava feia tínhamos que agüentar o horripilante Axl Rose, à frente do Guns'n Roses, com aquela voz e bermuda ridículas, Bon Jovi, e outros se mostrando como ícones e mantenedores do rock! Era o limbo!!

Claro que o álbum serviu para abrir o espaço que fatalmente seria ocupado pelas excepcionais bandas que apareceriam pro mundo logo em seguida, mas que "Nevermind" foi o marco, isto não se pode negar!!

Detalhes do álbum:




















Faixas:

01. Smells Like Teen Spirit
02. In Bloom
03. Come As You Are
04. Breed
05. Lithium
06. Polly
07. Territorial Pissings
08. Drain You
09. Lounge Act
10. Stay Away
11. On A Plain
12. Something In The Way

Artista/Banda: Nirvana
Lançamento: 1991 [atenção neste ano. Foi o melhor!!]
Gravadora: DGC [Geffen Records]
Formação: Kurt Cobain [guitarra/vocais], Chris Novoselic (Baixo) e Dave Grohl (Bateria)
Local: Seattle, no Estado de Washington [EUA]
Destaques: "Smells Like Teen Spirit", "Come As You Are", "Lithium", "Breed", "In Bloom", "Drain You", "Lounge Act" [putz! Todas na verdade!]
Nota: 10,0

4.2.07

Filme, vingança e trilha sonora!

Este final de semana assisti ao bom "Kill Bill I". Dirigido por Tarantino [ainda vou dedicar um final de semana para assistir todos os filmes deste cara, aproveitando que não são muitos].

Achei muito boa a perfomance de Uma Thurman [Mamba Negra no filme], encarnando o papel de uma mulher com sede de vingança contra um grupo chamado víboras mortais, que participaram de um extermínio no dia do seu casamento, devendo ser ela também uma das vítimas. Mas não existiria o filme se ela tivesse morrido no citado incidente, né?! Como é dito no início do filme: "A vingança é um prato que deve ser comido frio" [ou algo do tipo], e após longos 4 anos em coma ela consegue sair dele e iniciar o seu intento.

Muito boa as coreagrafias das lutas [é, Matrix foi um divisor de águas na história do cinema] que se baseia em artes marciais!

Outro aspecto interessante é a trilha sonora! Lembro que a pedido de um amigo, baixei a trilha sonora para ele e quando a ouvi [sem dar muita atenção é verdade] achei muito ruim. Mas assistindo ao filme, achei maravilhosa as músicas [ou melhor dizendo, os trechos incidentais]. Interessante como as opções feitas, em relação a trilha, ficaram perfeitas... até um trecho assobiado, que é o momento em que uma das assassinas do grupo víboras mortais entra para matar a moribunda Mamba Negra [Uma Thurman] no Hospital! É um assobiozinhozinho pegajoso pra caralho!!

Mas o que importa em verdade é que o filme é muito bom!!

24.1.07

Coisas para se baixar e ter no computador!

Sei que cada um tem suas preferências em relação a uso de programas para fins específicos, mas vou colocar uma relação da qual não abro mão, quando o assunto é computador:

Música:













Winamp [player predileto]
* Skin [interface] que eu utilizo
* plugin para mostrar as letras [conforme na foto, do lado esquerdo]

Apollo [simples e eficiente, além de ser bem levinho; utilizo-o quando quero apenas "ouvir" a música e não preciso de nenhum recurso especial do Winamp ou quando estou rodando um monte de programas ao mesmo tempo]

Vídeo:

BsPlayer [player de vídeo que mais gosto]
K-Lite Mega Pack [fundamental para não "dar pau" depois de ter passado um tempão baixando aquele vídeo que você tanto queria, por estar precisando desse ou daquele codec]

E-mail:

Gmail: este é o melhor de todos os tempos. Não é um programa para se instalar, mas sou tão fã deste e-mail que não queria deixar de colocá-lo aqui!

Navegadores:

Opera: este é o que mais uso. Tem a interface que mais agrada [talvez só o Netscape cole com ele, dentre os mais conhecidos]; possui skins para vários gostos, além de me parecer o mais rápido. Outra coisa que me agrada demais nele é que a cada página que resolvo abrir, não é aberto um novo programa, como faz o IE [argh!]. Para cada página abre-se uma aba [funcionalidade que o Mozilla Firefox também possui].
Firefox: muito bom navegador que possui bons plugins e também adota o excepcional esquema de abas! Uso-o quando preciso ir em algum site em que o Opera não consegue utilizar todos os seus recursos [o que, felizmente, é muito raro].