10.7.10

Tanto amor e....?? ["Da série: A vida como ela é!" ou ainda: "das ironias que não tem graça"]

Este relato da série é, devo advertir, bem intimista.

Trata da história de um casal que, apesar de todas as dificuldades encontradas desde o início, resolveram apostar em sua história, pois ele [a parte masculina do casal] acreditava naquilo que sentiu de logo, assim que conheceu a sua amada.

Tantas eram as afinidades, as virtudes da amada, a admiração pelo jeito, pela forma como se comportava, as coisas que dizia, que ele descobriu ali estar A MULHER DA SUA VIDA.

Foram grandes as ponderações no começo, por conta do temor que ela tinha em relação a sua família, mas bem sabemos como é quando amamos! Por mais que desconfiemos no dito de que o amor supera tudo, eis que ele nos dá uma força que muitas vezes não imaginamos ter.

Inicialmente a relação se desenvolveu sem o conhecimento da família. E por quase um ano o sentimento se consolidava, as experiências se sucediam e as expectativas de permaneceram SEMPRE juntos, ainda que não se casassem, eram muito fortes.

Após esse primeiro ano, eis que ela resolve compartilhar o que estava vivendo com a sua mãe. Bem, não era necessarimente compartilhar o que estava sentindo, mas comunicar o que estava acontecendo, visando com isso a necessária aprovação familiar.

Numa infeliz conversa, onde coisas que não deveriam ter sido ditas vieram à tona, é possível que o destino deles tenha sido selado: "não aceito essa relação", disse a matriarca, parecendo não ter como ser demovida de tal decisão, baseada exclusivamente numa moral que busca mais satisfações sociais do que o interesse pelo bem estar dos envolvidos.

Ainda que não aceitasse que o apaixonado homem pisasse os pés na sua casa, e que não o conhecesse pessoalmente, fazia a tal objeção baseada no fato de que havia uma diferença de idade de 16 anos, dele ter um filho e que estava acabando de definir a sua situação em relação a um casamento que foi desfeito quase um ano antes, concomitante ao período em que se conheceram.

Mas obviamente que tais coisas não poderiam aplacar tanto amor e ainda assim o casal continuou, com altos e baixos, passando as dificuldades inerentes a uma relação que não conta com a aprovação de um ente de quem uma das partes depende tanto.

Momentos maravilhosos e momentos ruins foram vividos, superados, chorados, discutidos... tudo sempre do modo em que os dois gostam de viver seus sentimentos: com intensidade!

Mas também é óbvio que o tempo passa a exigir algumas coisas, algumas posturas; aliado ao tempo, certas circunstâncias também contribuem para que mais exigências se tornem necessárias.

A certeza de que se veriam bem menos com o final do curso que faziam há quase 4 anos, fez com que o coração masculino da relação ficasse "apertado" e já começase a antecipar o vazio que a ausência da amada iria causar em sua rotina.

Pensava ele ser natural, ainda mais após uma conversa crítica de mais um dos momentos de "baixa" do casal, onde perceberam que um era muito importante para o outro e de que o amor, do qual momentaneamente chegaram a duvidar, em relação ao outro, só estava adormecido, mas que nunca deixou de existir, pois não teria como voltarem a senti-lo com tanta intensidade, caso ele não estivesse ali, quietinho.

E quando as coisas pareciam começar a se assentar, eis que veio a percepção, por parte dele, de que havia algo de errado em tanto medo da sua amada com as mudanças [ou exigências] que precisariam acontecer para que eles buscassem ter mais tempo juntos e passar a viver essa relação mais constantemente e não somente aos sábados [como era o que vinha acontecendo]. Tal sensação só era aplacada pelo presença quase diária de ambos, na universidade

Após diversas conversas, percebeu-se que o medo era por conta do inevitável [????] confronto em casa para que o namoro se torna-se VISÍVEL!! :(

Por 2,5 anos a invisibilidade se fez necessária para que o clima caseiro para ela não fosse ruim, para que ela não ouvisse alguns comentários da sua família, sobretudo da sua mãe.

E isto afetou de certo modo a relação, já que ele se mantinha passivo em relação a essa situação e aceitava a tal invisibilidade.

Mais um momento decisivo se aproxima. É hora de ver a reação dos envolvidos nessa história e saber qual será o comportamento das partes.

Infelizmente ele nunca foi nenhum exemplo de otimismo, ainda que não se considere uma pessoa pessimista. E só tempo dirá até onde esse amor pode levá-los e quem vencerá esta história: o que eles reputam como a maior história já vivida por ambos ou a frieza lógica de uma moral que, por mais que queiram fazer com que ele entenda, é, no mínimo, discutível.

23.6.10

Fidelidade: podemos confiar nela? [ou da série: A vida como ela é!]

 O que pretendo falar aqui é sobre aquilo que, via de regra, esperamos do nosso parceiro amoroso: a fidelidade.

Evitarei falar aqui de "certo" ou "errado" por entender que cada um sabe o que é melhor para si mesmo.

Começarei com os tipos de fidelidades que conheço ou ouvi falar. Em verdade são apenas duas: a fidelidade ideológica, termo que ouvi pela primeira vez de uma ex-colega de universidade, e a fidelidade sentimental, termo que cunhei a partir do momento em que ouvi, da tal colega, o termo acima dito. Mas vamos a elas.

A fidelidade ideológica seria aquela que nos compele a não trair por uma questão de princípios; o fiel neste caso não trai por não achar correto, injusto, inaceitável ou qualquer coisa do gênero.

Já a fidelidade sentimental é aquela em que a traição não ocorre por não ser possível, para o que tem a possibilidade de trair, compatibilizar o evento com o que sente pelo seu par "oficial".

Lembro que quando ouvi o termo fidelidade ideológica, fiquei pensativo quanto a isto. De pronto imaginei: esta pode ser mais facilmente "quebrada" por algo ou alguém que consiga abalar o alicerce da tal fidelidade, desde que apresente elementos que "conquistem" o parceiro assediado. São raras as pessoas, em tempos atuais, que vejo com a capacidade de manter uma fidelidade baseada numa "ideologia".

O que acho pior [em verdade é mais conveniente] é que por vezes cobramos isto, sem sequer ter certeza de que conseguimos nos manter assim, independente de qualquer coisa. Ou o que justificaria que a nossa ideologia caisse assim por terra, se, em tese, é só dizer que não dá mais ao nosso parceiro, antes de se "entregar" aos deliciosos momentos com outro? Ouso a responder: apesar de tudo, muitos vezes temos elementos que nos mantém presos ao parceiro "oficial". Porém a sede pelo novo é algo que compele a se permitir viver algumas coisas, alguns impondo limites a si mesmo que sejam aceitáveis [para ele próprio, e não para o parceiro, frise-se.]


Eu vivi os dois lados da situação e afirmo: não acredito mais nisso de fidelidade ideológica, pelo menos não quando ela não tem o reforço dos sentimentos pelo parceiro.

Já a fidelidade sentimental, essa sim, eu consigo confiar mais. Eu diria que ela é mais "dura na queda". Entendo que ela reduz consideravelmente as chances de que alguém surja, com todo o seu charme, todas as benesses dos momentos maravilhosos que se pode ter com o assediado, dos elementos "novos" [como se já não tivéssemos vivido aquilo antes e, muitas vezes, até mesmo com o nosso atual parceiro], fazendo com que pensemos coisas do tipo: "como é bom sentir isso de novo", "meu parceiro já não me faz sentir assim". Vale dizer que, infelizmente, nem sempre esses últimos pensamentos estão equivocados.

Sem dúvida, quando estamos amando, a tarefa de ser conquistado se torna mais árdua para quem chega. Não que seja impossível, mas acho que dois elementos são necessários:
1. a forma como o terceiro chega, se impõe e mostra suas virtudes e;
2. o trabalho psicológico a que temos que nos impor para quebrar o nosso pacto de fidelidade [ainda que seja só um pacto interno, de quem prometeu a si mesmo, por convicção apenas, por exemplo].
Cumpridas essas fases, nada impediria de que a traição fosse questão de tempo. Mas existe algo que pode impedir o passo nº 2: o amor, a paixão.

Não que o fato de alguém me falar que nunca pretende me trair, baseada nos seus princípios, não seja importante para mim. Claro que sim, afinal é melhor tentar acreditar nisso do que a pessoa dizer que não está nem aí para isso de ser fiel. Mas não tenho dúvida de que dificilmente acreditarei que "só" os princípios de quem quer que seja serão suficientes para bancar a segurança do que é dito, quando um teste "de verdade" acontecer.

A força de uma pessoa que chega com um jeito encantador, provocando sensações, mostrando o melhor de si, é grande e a possibilidade de sermos atraídos por esses sentimentos, desejos, não é pequena.

Não confio nos que se permitem. Nem creio que eu mesmo seja confiável, caso resolva, eu mesmo, me permitir . A melhor coisa a fazermos é dar um basta tão logo seja possível. Penso que quanto mais conseguirmos agir assim, tão mais confiável seremos [para o nosso parceiro, inclusive].

Permito-me agora falar de mim atualmente: tenho um compromisso e quero mantê-lo firme. Sei que não sou infalível, portanto não quero me expor a situações que possam colocar minha infalibilidade em xeque. Mas também acredito que as coisas que sinto, além do compromisso, me darão a força suficiente para continuar pensando assim.

Quando não conseguirmos resistir, resta torcer por duas coisas: ou que nosso parceiro nos perdoe ou que o outro valha a pena.

O controle [ou da série: A vida como ela é!]


Controle. O que vem a ser isso, que, de modo insistente, costumamos dizer ter, fazendo com pareça termos um maior domínio das ações nas nossas vidas?


Carrego há tempos a sensação de que somos responsáveis por nossos atos e que quase a totalidade das decisões que tomamos é de foro íntimo. Porém sei que fatores externos podem fazer com que as nossas decisões sejam diferentes das que tomaríamos em situações normais.

Por discutir muito sobre isso com a minha namorada, vou direcionar isto para o campo das relações humanas.

O controle que temos para afastar outra pessoa que se mostra interessada é possível até o momento em que não começamos a ter nossa percepção alterada por um interesse surgido da nossa parte. O problema é que sempre maximizamos a nossa capacidade de dar um basta a qualquer momento ou se for atingido determinado limite.

Mas será que isto deixa o nosso parceiro numa zona confortável de segurança? Eu não me sinto. Creio que o parceiro só vai se sentir seguro, quanto mais "rasteiro" for esse limite para que o seu amado tome as devidas providências quanto a rechaçar qualquer possiblidade de aproximação de outro.

Muitas vezes não levamos em conta que estamos lidando com a capacidade de terceiros de nos fazer mudar de opinião, de quebrar alguns "protocolos", de nos deixar interessado... muitas vezes pagamos para ver!

Não vejo problema se é isso que a pessoa quer para si, ou caso não tenha o compromisso explícito ou mesmo velado na relação, ou, ainda, se a cabeça está trabalhada para o que der e vier, pronta para assumir qualquer consequência.

O problema é quando cedemos a questões momentâneas [e quem não está sujeito a isso?]. A vida é feita de momentos [marcantes] e por vezes outra pessoa pode nos proporcionar momentos melhores do que os que o nosso parceiro nos proporciona. Quem vive uma relação longa sabe bem o que é isso.

E está "errado" seguir esses impulsos? Não creio. Só temos que ter a certeza de que estamos tomando um decisão e que ela vai nos levar a algum resultado.

Defendo que não devemos ser racionais o tempo todo, mas eu carrego algo comigo: a de tentar não provocar dor, sofrimento, nas pessoas por quem tenho apreço. Infelizmente nem sempre consigo. Mas assim é a vida.

30.1.10

Mais filmes

Seguindo o ritmo da postagem anterior seguem mais filmes vistos nos últimos dias:
9, A Salvação “9, A Salvação”: quando se analisa a evolução das animações fico deveras espantado com o grau de realismo de algumas cenas/tomadas. Quando vislumbro sob esta ótica, “9…” se mostra um filme que atende a esta perspectiva, porém a expectativa criada em torno dele filme [e aí foi “só” pelo que vi nos trailer] trouxe-me certa decepção acerca da história, mas nada que possa qualificar o filme como ruim. Fiquei até pensando depois: “seria esta decepção um desejo de um final MAIS feliz?”. Nem eu mesmo sei ao certo, já que o filme deixa claro quem são os mocinhos e os bandidos [o velho e necessário maniqueísmo da quase totalidade das histórias em filmes de ação], não havendo a possibilidade de uma redenção [leia-se reviravolta em fatos consumados] no final. Obviamente fazer qualquer comentário sobre a tal redenção seria uma antecipação do final do filme, coisa que não vou fazer. Eu sempre acho válido assistirmos animações para vermos como andam cada vez melhores os recursos. Portanto, assistam [minha nota para o conjunto é 6,5].
A Invenção da Mentira
“A Invenção da Mentira”: grande sacada de quem escreveu o roteiro desse filme. Num mundo onde ninguém [absolutamente ninguém!] mente, surge alguém que, num determinado momento, conta a primeira mentira e se dá bem com isto. A partir daí ele percebe que pode tirar proveito disto e começa a se utilizar do artifício. Deste modo ele tentar conquistar a garota por quem é apaixonado. No início do filme todas as verdades ditas de forma indiscrimanada soam engraçadas, chegando a ser surreal a necessidade das pessoas em tanta veracidade. Mas, no decorrer do filme, isto vai perdendo um pouco a graça e mostra  quão grosseiro poderia ser alguém que fosse atacado pelo “vírus da verdade”. Isto só me faz confirmar o que sempre digo: “não fosse a mentira, provavelmente estaríamos vivendo num mundo em ruínas”. Voltando ao filme, não digo que seja um filme recomendado pela história em si, valendo mais pela originalidade do roteiro, que, reafirmo, só vi “graça” até determinado momento da película, perdendo-se um pouco até o final. Nota 6,5.
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24.1.10

Maratona de final de ano

Não se trata de nenhuma corrida dessas de final de ano, mas uma proposta pessoal, e nada excepcional, que fiz de assistir um filme a cada dia até o final do ano. Isto seria a média, podendo-se assistir dois filmes num dia e nenhum no outro, por exemplo.
A data inicial era o dia 24/12 e a final seria 31/12, o que daria 8 dias [incluindo-se o primeiro e o último dia].
Agora o breve relato dos filmes assistidos nesse período:
Os Indomáveis 1. “Os Indomáveis”: baseado no Velho Oeste estadunidense e que tem como protagonistas um rancheiro [personagem vivido por Christian Bale] numa situação financeira e à beira de perder a sua propriedade, e um respeitadíssimo fora da lei, conhecido como Ben Wade, que lidera uma gangue em roubos à carruagens de transporte de valores. Suas vidas se cruzam e os choques de valores entre os citados personagens são uma das tônicas dessa muito boa película [como diria o grande Salsa]. RECOMENDO sem erro!
Força Policial 2. “Força Policial”: com temática na corrupção de um determinado distrito policial da cidade de Nova Iorque, onde Edward Norton vive o papel de um tira que está afastado das ruas e que se vê em meio a uma investigação, a pedido do seu pai [um ex-tira] das mortes de 4 policiais do mesmo distrito. À medida em que a investigação avança, percebe-se o envolvimento de alguns membros com o submundo do crime. É uma pena que o filme demora um pouco para “engrenar”, mas, ainda assim, é uma boa pedida. Nota 7,8.
Quebrando a Banca 3. “Quebrando a Banca”: Um professor universítário [Kevin Spacey] reúne um grupo de estudantes que mostram grande capacidade na contagem de cartas, no jogo Blackjack [ou 21, como é conhecido em terra brasilis]. Com isto, ensaiam alguns gestos para que o apostador principal saiba quando uma mesa está ou não boa, quando é o momento de parar, etc. Viajam para Las Vegas e começam a ganhar dinheiro. Mas nem tudo corre, o tempo todo, exatamente como eles gostariam. Nada excepcional, mas vale pelo entretenimento. Nota 7,5.
Ele Não Está Tão A Fim De Você 4. “Ele Não Está Tão Afim de Você”: comédia romântica [estilo adorado por muitos ;)] bem legal, que mostra os dilemas, principalmente femininos, nas relações com o sexo oposto. Legal pelas sacadas, pelos diálogos, que mostram alguns aspectos que diferenciam homens e mulheres nas suas formas de se comportar dentro de um relacionamento. Vale a pena!!



Do Inferno 5. “Do Inferno”: trata da história de Jack, o Estripador, que matou algumas prostitutas em Londres, no final do século XIX. Conta com o bom Johnny Depp como investigador e responsável por desvendar os assassinatos em série. Boa pedida!





Zodíaco 6. “Zodíaco”: filme que narra a história de um serial killer que deixa, propositalmente, pistas sobre o seu próximo ataque. A narrativa se passa sob a ótica de um jornalista [Jake Gyllenhall] que resolve buscar informações para tentar descobrir a identidade do assassino. Infelizmente, na minha opinião, o filme se desenvolve de modo muito monótono e acaba cansando pelo excessivo arrodeio para se chegar a lugar nenhum!!! Bem… já ouvi comentários positivos a respeito dessa película, portanto nada como cada um ter a sua própria opinião. Eu NÃO RECOMENDO!!

Bem, fiquei devendo o nome de outros dois, já que a promessa eram de assistir 8 filmes. De qualquer sorte seguem as minhas opiniões sobre os que assisti.

9.12.09

Uma febre bem-vinda!!

Mais uma febre surgida graças à internet e sites hospedeiros de vídeo [cujo maior e melhor exemplo é o maravilhoso YouTube]: trata-se do Lip Dub, que nada mais é do que a sincronização dos lábios numa dublagem de uma música qualquer.

Pode parecer bobo, mas eu achei bem legal a ideia.

Muito bom que a internet tem proporcionado a algumas pessoas criativas, a possibilidade de fazerem coisas do gênero. Fico até com vontade de participar de algo do tipo!! :)

Agora vamos ver alguns dos lip dub’s com um breve comentário meu, antes de cada um deles:

1. O primeiro, de acordo com que andei lendo, é tido como o precursor da tal febre. É de uma música chamada “Flagpole Sitta”, da banda Harvey Danger. Boa música e bom vídeo.

2. O segundo foi o que me “despertou” para esta febre e que só vi no domingo. É uma música do Black Eyed Peas, chamada “I Gotta Feeling”. Muito legal também!

3. O terceiro eu assisti há muito tempo, quando nem se falava em lip dub, mas acho que se enquadra bem ao que motivou este post. Antes de ver o vídeo abaixo, creio que valha a pena uma visitinha a este vídeo aqui para sacar melhor a “paródia” dos estadunidenses, que, quando não estavam matando iraquianos [:P] procuravam outras formas de “diversão” [sim, o vídeo foi produzido numa base no Iraque]

4. O último não se trata exatamente de um lip dub, mas vale pela criatividade dos caras [o “baterista” dá um show :D]. Trata-se do grupo Enter Kazoo Men, com uma conhecidíssima música.

Vou ficar por aqui para não rolar overdose de vídeos numa mesma postagem, mas não tenho dúvida de que tem muita coisa boa para se ver no estilo.

Quem sabe um dia eu não resolva, com a ajuda de alguns amigos, fazer um lip dub. :)

6.12.09

Nunca subestime o coração de um campeão!!!

Flamengo

Esta frase, que digo sempre para os meus rivais nas mais diversas atividades lúdicas que costumo disputar [claro que a título de gozação ou para irritá-los um pouco mais com a derrota que lhes impingi] falo, neste momento, para os que diziam que nunca mais o Flamengo iria ser campeão brasileiro. Sei que alguns dos que diziam isso, era por algumas decepções que o Flamengo lhes trouxe nos últimos anos [vide o exemplo do amigo Joza]; outros falavam por achar que o Flamengo já não tinha mais condições, força, para encarar um campeonato do porte do brasileirão.

Após 17 anos de longa espera, de alguns momentos difíceis, de vexames, de riscos de rebaixamento, o Mengão voltou ao lugar que verdadeiramente lhe cabe: a briga pelo título [e, neste ano especificamente, a conquista dele].

Estive relembrando algumas das vitórias e derrotas marcantes do rubronegro carioca. Pensei sobre o que esta conquista pode representar: será o alívio de um grande peso que pousa nas costas do Fla há anos. Obviamente imaginou que na improvável possibilidade de que o Grêmio não saia derrotado do Maracanã hoje significará, para mim, a maior decepção proporcionada pelo Flamengo, superando a derrota para o Santo André, pela final da Copa do Brasil em 2004.

O que me parece hoje é que o maior adversário do Flamengo é ele mesmo, já que tudo o mais está a seu favor.

Agora é torcer e esperar que ao final dos 90 minutos o Mengão tenha cumprido a sua obrigação e deixado mais feliz os seus milhões de torcedores.

Dá-lhe, Mengão!!

Obs.: A Joza, que finalmente vi feliz com o Mengão e sei se tratar de um grande rubronegro, e a Nélia, que imagino estar com sua blusa e seu terço, torcendo muito pelo Fla.

11.1.09

Filmes europeus: a redenção!

Ontem assisti ao filme "O Silêncio de Lorna", de produção conjunta [Bélgica, França, Alemanha e Itália], lançado no ano passado. Apesar de ter lido boas referências sobre os irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne [direção, roteiro e produção do filme aqui abordado], acho que ficam alguns vazios no filme.

Li que gostam de filmar ao estilo naturalista, sem sonoplastia criadas [sons oriundos do "universo" espacial dos personagens], uso de cenas e situações cotidianas [o que me agrada, pois permite uma maior identificação com os personagens]. Apesar da simpatia com as técnicas utilizadas, acho que a película fica em dívida com o espectador ao negar-lhe uma relação mais suave na fluência da história. O momento da entrega da protagonista da história, a albanesa Lorna, a seu marido, o aparentemente ex-viciado Claudy [vale lembrar que o casamento entre eles foi forjado para que Lorna obtivesse a cidadania belga], quando todo o comportamento anterior dela e a própria relação que tinha com Claudy parece ser apenas de uma difícil tolerância.

A morte de Claudy foi outro momento que poderia ter sido melhor explorado pelos cineastas, até para justificar a alteração de comportamento da apática Lorna. A notícia chega a nós, espectadores, de forma muito distante [o que acabamos por transferir inevitavelmente para Lorna].

Por fim, para fechar o vazio que significou o filme, a história fica num aberto que nem te permite imaginar o que pode ocorrer. Isto até pode ser um trunfo em alguns filmes, mas neste fica a incômoda sensação de interrupção abrupta de uma história, de uma personagem que nem bem sabemos que tipo de ação pode tomar.

Nâo fosse pela bela companhia, diria que não foi uma boa opção para o meu sagrado sábado.

Não recomendo [mas sei como são os fãs de cinema alternativo/europeu :)))]

Ficha técnica:

Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro:
Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi (Lorna), Jérémie Renier (Claudy), Fabrizio Rongione (Fabio), Alban Ukaj (Sokol)

Mas é como sempre digo: "nada como um dia após ou outro"

No domingo me proporcionei um prazer indescritível ao assistir um daqueles filmes que mexem com algo em você, lá dentro: "A Vida dos Outros".

Este belo filme de produção alemã e lançado em 2006 fala da história de um oficial da Alemanha Oriental, Gerd Wiesler, fiel ao regime socialista, que investiga e mostra grande conhecimento de como obter informações sobre suspeitos de não simpatizarem com o Estado socialista ou com os cidadãos subversivos.

Ao ir assistir a uma peça de um aclamado dramaturgo alemão, Georg Dreyman, junto com outros membros do Comitê Central, para ver se autorizam a sua exibição, ele suspeita do referido dramaturgo e diz que acredita que ele deva ser monitorado. Vale lembrar que o governo busca ser onipresente e onisciente na vida dos cidadãos, buscando saber tudo a respeito de cada um deles, principalmente dos que são tidos como suspeitos.

A investigação sobre os passos cabe ao mesmo Wiesler, que atua com outro companheiro, fazendo relatórios diários de tudo que escutam. Mas o "contato" diário com o dramaturgo, a sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, e outros artista, começam a fazer com que Wiesler veja a tentativa do sistema de calar vozes tão humanas e de ideais tão nobres de outra forma.

Sob o anonimato que busca preservar, tenta de alguma forma contribuir para que eles não sejam silenciados ou sofram os rigores que o estado socialista alemão possam lhes impor.

As seqüências [poxa, eu adoro as tremas e ainda não consegui me livrar delas :((] desta bela película são de uma beleza difícil de transpor aqui. Alguns diálogos, com o momento em que Christa-Maria fala para Dreyman que ele dorme com o 'eles', fazendo alusão à inércia crítica do dramaturgo [nota: isto ocorre no momento em que ele diz saber que ela estava transando com o Ministro do Estado].

Bem, apesar de ter falado algumas coisas sobre o filme, o que achei incrível é como um filme como este parece reacender em mim um fio de esperança [eu que ando tão descrente ultimamente] de que sempre é possível fazer algo para mudar aquilo que não gostamos dentro de um sistema opressor. Ainda que sejam pequenas contribuições anônimas, como as feitas pelo belo personagem Wiesler.

Eu, que no dia anterior enalteci o cinema estadunidense como a Meca do cinema, afirmo: eles sabem fazem ótimos filmes [e também péssimos], mas, diferente do que havia pensado no dia anterior, alguns lugares do mundo nos proporcionam excepcionais momentos, como o que experimentei nesta manhã. Viva a boa e velha sétima arte [neste momento da minha vida, creio que é a arte que mais aprecio, superando a antes imbatível música]

Como li numa comunidade do orkut: "Um filme que não morre nunca". Um dos melhores filmes que já assisti na minha vida [ou que mais mexeram comigo].

Tomo a ousadia de reproduzir a experiência de uma pessoa que foi assistir ao filme [retirada de uma comunidade no orkut]:

"Dizem que aplaudir o filme no cinema é brega, pelo menos nas grandes cidades. Pois não é que em pleno Espaço Unibanco, de gente interessada e habituada ao cinema, o público da sala cheia abandonou a etiqueta e o aplaudiu sem hesitação? E batiam forte, batiam como se fosse uma peça de teatro terminada agora mesmo, assoviavam, o diretor estava ali? E o mais curioso: o filme termina tão redondo que nada mais era pra ser dito. Metade da sala se levantou pra aplaudir ao mesmo tempo, imediatamente após a última imagem começar a escurecer. ANtes de ficar toda a tela preta todos estavam de pé. Ou eles já tinham visto o filme, ou o filme é tão bom que ele passa o THE END apenas pelo ritmo filmado. É perfeito, nunca tive essa experiência antes."

Ficha técnica:

Título Original: Das Leben der Anderen
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2006

Elenco:
Martina Gedeck (Christa-Maria Sieland)
Ulrich Mühe (Gerd Wiesler)
Sebastian Koch (Georg Dreyman)
Ulrich Tukur (Anton Grubitz)
Thomas Thieme (Ministro Bruno Hempf)
Hans-Uwe Bauer (Paul Hauser)
Volkmar Kleinert (Albert Jerska


RECOMENDADÍSSIMO!

29.12.08

Filme: "Ponto de Vista" [Vantage Point]

Mais um bom lançamento de 2008!

Nesta película acontece algo que gosto: uma história sob a ótica de personagens diversos, já que mostra o que fizeram no período em que acontece o fato que é o epicentro do enredo [um atentado contra o presidente dos EUA]

Numa decisão histórica mais de 150 países vão assinar um pacto antiterrorismo. No momento em que o presidente da imperialista nação vai discursar ocorre um atentado, causando um pânico generalizado nas pessoas que ali estão. Tiros, explosões, corre-corre acontecem numa seqüência muito interessante, quando a cena é parada. Somos transportados 23 minutos antes do atentado e comecemos a ver a história sob o ótica do principal segurança do presidente, de onde vemos todos os fatos até eclodir no momento do ataque terrorista, dando prosseguimento por mais alguns minutos, onde acompanhamos a ação do referido personagem até determinado ponto, onde ocorre novo corte e retorno às 11h59min [23 minutos antes do atentado].

Este tipo de narrativa ocorre para diferentes personagens [um policial espanhol, um turista estadunidense, o presidente dos EUA], até que as histórias vão se amarrando e vamos entendendo como tudo funcionou para a eclosão do momento central da história e do seu posterior desenrolar. Ótima trama.

TOTALMENTE EXCELENTE!!

Elenco:

Dennis Quaid - Thomas Barnes
Eduardo Noriega - Enrique
Forest Whitaker - Howard Lewis
Sigourney Weaver - Rex Brooks
William Hurt - President Ashton

22.12.08

O Show do Festival

Poxa, não sei porque não posto mais vezes aqui. Acho que é tão legal poder ver algumas coisas que venho deixandoi [não que sejam um primor, mas por estarem marcando o meu pensamento, a minha visão de mundo, meus gostos no decorrer do tempo]. Mas vamos ao que interessa.

No dia 31/01/09 o Festival de Verão de Salvador terá a atração que mais me empolga, desde a sua primeira edição [já são 11 edições até hoje]: Alanis Morissette!

Estou numa grande expectativa para o show da canadense. Adoro muitas das suas músicas, tenho todos os seus CDs e curto demais a forma como ela canta. Espero que no seu set list para o show no festival estejam "Ironic" com sua letra melodiosa e refrão pegajoso [marca de muitas das músicas de Alanis] , a maravilhosa "You Learn", "Joining You", "Hand In My Pocket" com a sua 'pegada' mais rock, "Citizen Of The Planet", entre tantas outras! Poxa, que tarefa difícil seria fazer a seleção de músicas a serem tocadas num show dela! Sei que independente das que rolem por lá eu irei curtir muito e sei que sempre vai ficar faltando alguma [normal para quem tem tantas músicas boas].

Abaixo o ótimo clipe de "Ironic" [gosto também da letra]. Mais abaixo seguem outras duas "balas" dela: "You Learn" e "Citizen Of The Planet". De cá vou tentando ficar "afiado" para acompanhá-la em alguns dos seus hits.



Alanis Morissette - You learn


alanis morissette - citizen

9.8.08

Filmes: "BATMAN BEGINS" e "BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS"

Tive, no final de semana passado, uma sessão dupla do herói mais querido da DC Comics, pelo menos para mim: Batman.

Vamos aos filmes.

BATMAN BEGINS

Loquei "Batman Begins" para assistir numa sexta-feira, já que tinha planos de ver no final de semana o recém lançado "O Cavaleiro das Trevas. O filme retrata o "surgimento" do herói. Através de flashbacks vimos o menino Bruce Wayne em momentos com a sua prima Rachel Dodson e com seus pais [de quem presencia os assassinatos]. Desde a morte dos seus pais o atormentado Bruce [Christian Bale], que alimenta um forte desejo de vingança, percorre o mundo para buscar um modo de combater a injustiça.

Além da ótima produção, que conta com um elenco muito bom, o filme preza por mostrar o nosso herói altamente humanizado, com seus medos e dilemas.

Até então [antes do lançamento de "Batman, O Cavaleiro das Trevas" foi o melhor filme do Homem Morcego e o que mais se aproximou da história dos que acompanharam o herói noturno de Gotham City. Agora que assisti aos dois não há dúvida: este filme estava nos preparando para o que viria!!

BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS

Antes de qualquer coisa: QUE FILME DA PORRA! Após o "Batman Begins", novamente Christian Bale mostra quem melhor encarnou o morcegão, mas agora enfrentando o seu arqui-rival: o Coringa, magistralmente encarnado pelo agora falecido Heath Ledger. É o vilão mais insano DE TODOS OS TEMPOS!

Não vou me delongar muito neste filme, pois acho que só assistindo para se ter uma clara noção daquele que é, para mim, o melhor filme de um herói em quadrinhos já transposto para a telona!

Ambos RECOMENDADÍSSIMOS!!

Filme: UM BEIJO ROUBADO



Hoje assisti "Um Beijo Roubado", filme que tem no seu elenco Jude Law, Natalie Portman e Rachel Weisz. Confesso que quando vi o nome de Jude Law e li a sinopse do filme fiquei empolgado imaginando que iria fazer algo legal no meu dia favorito e sair das "trevas" momentânea.

O filme começa bem enfadonho. No início ocorre o encontro de Jeremy [Jude Law], dono de um café em Nova Iorque com Elizabeth [Norah Jones]. É aí que rola certa "química" entre os personagens e eles conversam durante algumas noites sobre aspectos e experiências vividas. Quando Elizabeth resolve partir de Nova Iorque buscando uma mudança de atitude [sem sequer falar para Jeremy], já que andava entristecida com o rompimento recente de sua relação, tem-se a impressão de que o filme vai melhorar, mas ainda assim a película não engrena e continua se arrastando até o final.

Parece até que eu estava esperando shows pirotécnicos, invasões alienígenas ou qualquer coisa que emprestasse um pouco de ação ao filme. Na verdade não é isto. Acho que o filme deixa a desejar nos diálogos e nas situações vividas pelos personagens. Se queria passar alguma idéia, creio que situações ou diálogos mais profundos [e isto independe de linguajar rebuscado] seriam necessários. Não há momentos que façam com que o filme fique devidamente "guardado" para mim.

Filme, na minha humilde opinião, DISPENSÁVEL. Ainda bem que só paguei R$ 2,00 numa ótima promoção do Cinemark!

Como diria a hiena Hardy: "ó dia, ó azar". :P

31.7.08

Os chatos e a revanche

Não bastassem algumas pequenas coisas que podem nos tirar do sério no dia-a-dia, inventaram as desgraças dos "telemarketing", "call center" e outras merdas do gênero para nos fazer de idiotas. Abaixo um vídeo [que não deixa de ser engraçado] e que retrata como é, mais ou menos, esta relação



Mas nada como um dia após o outro. Abaixo tem um vídeo que é uma idéia brilhante para torrar a paciência destes chatos de galocha que volta e meia azucrinam o nosso juízo. Rachei o bico.

9.7.08

De volta!

Antes de começar o meu relato, uma novidade: para os que são apaixonados por música, vou deixar, a cada postagem, um som "supimpa" para que possam ouvir enquanto estiverem por aqui. Começarei com uma banda bastante influente dos anos 80 e de quem falarei num post vindouro. Trata-se da excepcional PIXIES. É só clicar no play e boa audição:

Pixies - Here Comes Your Man



Poxa... como já disse certa blogueira incentivadora: uma vez blogueiro sempre blogueiro! ;)

Acho que o fato de poder transpor situações que nos acontecem, sentimentos, dúvidas, certezas, alegrias, tristezas, enfim toda a sorte de coisas que fazem da nossa vida tão incrível e poder compartilhar com outras pessoas [tudo bem que no meu caso deve ser uma ou duas, na melhor das hipóteses!] é muito legal. E outra coisa que acho muito bom neste mundo virtual é que vou poder sempre vir aqui e relembrar o que este blogueiro pensava ou como se comportava no período referente a cada postagem.

Bem, deixando de papo furado, vamos por as mãos, ou melhor, os dedos à obra.

Vou abrir a postagem com a dica de um livro [com o qual fui recentemente presenteado] que vale principalmente pelo conhecimento da experiência vivida por um homem que pareceu ser bastante interessante; pode ser que ele tenha sido, sabe-se lá, arrogante, insuportável ou pouco sociável, mas, de toda forma, um homem interessante. Trata-se de "Desobediência Civil" de Henry Thoreau. Não vou adentrar muito nos comentários acerca do livro. Farei melhor: deixarei, para os que aqui chegaram, a "dissecação" da referida obra, tão bem feita por Mabel no link abaixo:
Comentários sobre "Desobediência Civil"

Interessante a idéia que ele nos apresenta de um Estado menos intruso [não, ele não é um dos famigerados neoliberais], onde o cidadão não fica tão atado às amarras criados por esse gigante opressor. Mas pera lá! É fundamental contextualizarmos a obra, que foi publicada em 1849, nos EUA, num período marcado pela luta abolicionista que envolvia o Sul [escravagista] e o Norte [abolicionista] e que culminou com a Guerra de Secessão.

Bem, feito isto penso que vale tentar imaginar o cenário: o Estado oferecendo muito pouco a seus cidadãos, mas fazendo exigências desproporcionalmente maiores [estamos falando de que país mesmo???]. De fato isto é um estímulo a busca de não-cooperação com este grandioso inimigo. E era esta não-colaboração é um dos pilares do pensamenteo de Thoreau. Segundo as palavras do autor, "realmente, nenhum homem tem o dever de se dedicar à erradicação de qualquer mal, mesmo o maior dos males. Esse homem pode muito bem ter outras preocupações que o ocupem. Mas ele tem pelo menos a obrigação de lavar as mãos frente à questão e, no caso de naõ mais se ocupar dela, de não dar qualquer apoio prático à injustica".

Para maior aprofundamente recomendo os comentários de Mabel ou a leitura do livro.

Saquei e estou contigo Thoreau: o Estado é meu inimigo!

É pouca coisa, mas as eleições estão chegando.

22.12.07

O Canto do Cisne!! [ou Do Ocaso]

Talvez soe pretensioso o título desta minha derradeira postagem aqui, mas não foi a minha intenção; só coloquei-o por representar bem o que está sendo para mim estas últimas linhas num espaço em que já não mais cuidava como deveria! :((

Nem tudo é definitivo em nossa vida! Ou melhor dizendo: para mim algumas coisas são definitivas em determinados momentos do nosso viver, mas elas podem ser modificadas com o correr da marcha do inexorável tempo [???]

Escrevi muitas coisas que quis; mas deixei um número bem maior de coisas sem ser "ditas" aqui! De qualquer sorte, serviu-me muito para registrar alguns dos momentos da minha vida, das minhas opiniões; foi útil para compartilhar gostos!

Sem muitas delongas vou para os objetos principais desta postagem, que são os conteúdos de dois perfis que gostei muito! Já li outros que gostei bastante, mas estes dois merecem destaque grande para mim.

O primeiro deles é o reflexo das experiências pessoais de uma pessoa ávida por viver, ainda que sofra algumas limitações externas: família, certa [não muita, é bem verdade] preocupação com opiniões de uma sociedade ainda retrógrada e machista [claro que ninguém aqui está falando em jogar todos os valores pelo ralo]. Bel, valeu pelo ótimo e estimulador perfil. Segue-o, na íntegra:

"Busquei por alguns dias as palavras certas para expressar o que ando sentindo, mas isso se mostrou uma tarefa bastante difícil, por mais que a necessidade de mudança seja maior que isso tudo.
Mudar, não porque eu não acredite mais no que havia escrito aqui no antigo perfil...Longe disso! Apenas diria que já sinto ser preciso ser menos reducionista.
Estou vivendo uma das melhores fases da minha vida, justamente porque a estou vivendo alimentada com melhor dos combustíveis: a paixão. Apaixonada por idéias, momentos e pessoas, pessoas essas que talvez não tenham se quer a noção do quanto são importantes para mim.
Continuo sendo inconstante [e adorando isso], quebrando a cara muitas vezes e sendo feliz em tantas outras, exatamente como outras pessoas que assim como eu, não sentem medo de viver.
Mesmo nos maus momentos percebo o quanto tenho sorte, justamente porque vejo e sinto tudo de forma intensa, indo de um extremo ao outro com a mesma facilidade, aproveitando essa tempestade de sentimentos que se apodera de mim.
Uma das coisas em que acredito é na mudança, e justamente por ela, estou sempre construindo e desconstruindo conceitos, até sobre mim mesma. Livrando-me de fórmulas prontas [as quais dispenso prontamente] e me valendo apenas das minhas experiências e percepções. Estou tentando enxergar menos com os olhos da razão e acho que estou conseguindo...Porque definitivamente descobri que não preciso racionalizar tudo. Aprendi a apenas sentir, e isso agora já me basta.
Já não tenho mais a necessidade de ser compreendida, porém por mais que alguns não entendam, posso afirmar que nunca fui tão autêntica quanto agora. Um constante sorriso ou até mesmo um choro por vezes inevitável, só traduzem o que se passa em mim, nesse turbilhão de emoções que não consigo controlar (e que já desisti de tentar fazer-lo). Como uma grande amiga me disse ontem, o tempo de se preocupar com o que outros vão pensar, já passou...Isso agora simplesmente não importa. Estou fazendo minhas escolhas e pagando pra ver!
Quero continuar acreditando, mesmo que por isso eu tenha que me machucar depois...Como conversei com um certo alguém ao fim de uma bela tarde, se ser madura significa construir muralhas em torno de si, precisar de planos para tudo e criar milhares de reservas diante do outro, não quero essa maturidade! Por que se assim for, prefiro, por resto dos meus dias, ser vista como inconseqüente, exagerada ou até mesmo desmedida, mas tendo a plena certeza de que estou aprendendo e fazendo essa passagem por aqui valer a pena.


Por fim, só queria deixar uma grande beijo aos novos e velhos amigos...Vocês são parte integrante de tudo isso. Obrigada não só por terem entrado em minha vida, mas também por terem permanecido. Não sei por quais caminhos vamos andar...Se estaremos sempre juntos ou não, mas isso não é o mais importante. O que importa de verdade é que pudemos ter a chance de nos encontrarmos. Vamos aproveitar os nossos momentos porque no fim, serão eles, e as boas lembranças que vão restar..."

PER-FEI-TO!!

Bem, o outro perfil é de alguém que não conheço, não sei como é, e se o que está ali contido é a idéia de outra pessoa; o fato é que é outra filosofia de vida! Vamos a ele:

"Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível.
Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.
No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!
Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer.
Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinho?
O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade.
Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto!
Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro.
Então, que usemos nossa inteligência, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos!
Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!
E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos.
Portanto, para todas as pessoas que têm me perguntado sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.
E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a alegria como partes do amor! E quando penso que essa entrega é realmente difícil, me lembro de uma frase que gosto muito:
"Se o seu problema tem solução, relaxe, ele tem solução.
E se o seu problema não tem solução, relaxe, ele não tem solução!"
Portanto, quando estiver doendo, não resista! Simplesmente relaxe e aceite!"

Bem... não duvido que voltarei aqui outras vezes, somente para relê-los!

Valeu pelas visitas e pelos comentários... foi uma experiência muito interessante!!

12.10.07

Leitura recomendada!

Li recentemente o bom livro, "Luxúria - A Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro, depois de uma ótima indicação [valeu Bel pela indicação e pelo empréstimo! :***].

Trata-se de um livro que aborda um tema que se não é de interesse de todos, creio ser de um número altíssimo de pessoas: a sexualidade e as suas diversas manifestações.

Logo no início do livro, o autor revela ter sido agraciado com os originais que haviam sido deixados na portaria do seu apartamento por uma outra pessoa, que fez a única exigência de que ele falasse sobre este fato, caso publicasse o livro. Supõe-se que seja uma história verídica, então!

Pois bem, sendo verídica a história a personagem central do livro [de quem não sabemos o nome, pois o mesmo não é dito em toda a narrativa] foi alguém realmente fascinante e que explorou praticamente tudo o que o sexo, nas suas mais diversas formas pode proporcionar. Não sendo verídica, foi uma ótima brincadeira de João Ubaldo que soube abordar bem a sexualidade através de uma personagem fictícia, de forma despudorada, ajudando-nos a rever, quem sabe, alguns valores.

Sem pudores, diz ter experimentado praticamente tudo; faz referência a apenas algumas coisas que sempre evitou, tais como: coprofilia ou chuva dourada [cocô e xixi não eram de modo algum, para ela, elementos que pudessem acrescentar algo, sexualmente falando]. No mais não consigo lembrar de outras restrições.

Reputo-a como uma mulher sexualmente incrível e talvez a pessoa mais liberada que eu tenha ouvido falar! Imagino como seria incrível poder ouvir os seus relatos pessoalmente ou então vê-la em ação. Admito porém que seria complicado, levando em consideração vínculos sentimentais, neste momento levar a termo algumas das suas idéias liberalíssimas. Não ouso, todavia, criticar a atitude ousada de pessoas como ela. Em verdade é como falei no início: um adjetivo que posso utilizar para defini-la é 'fascinante'. Só acho-a desrespeitosa com aqueles que não compartilham das idéias do seu total liberalismo sexual, quando ela atribui algumas qualificações ofensivas às pessoas "limitadas".

Felizmente sei que não é impossível existir pessoas que, se ainda não estão exatamente em tal nível de liberalismo [talvez melhor que seja assim ;))], tem um potencial sexual que em nada deixa a desejar a tal personagem [digo isto em relação ao apetite sexual :***********]

Voltando ao livro, ele é de leitura agradável, de tema interessantíssimo e que se pode ler em dois, três dias [há quem leia em apenas UM :P]. Até despertou o meu interesse em novas obras de João Ubaldo [tenho até "Viva O Povo Brasileiro" nas minhas mãos - não se preocupe grande Bruno, vou lê-lo]. A única crítica que faço ao livro é o fato de que nem sempre a história corre de forma linear. É como se fosse uma narrativa onde a pessoa vai contando situações da sua vida e nem sempre aprofunda determinada situação, deixa pra falar de coisas "mais à frente" na narrativa e parecem ficar algumas lacunas. Mas penso que isto não é nada que possa desmerecer esta boa obra. Livro recomendado!!!

DETALHES:


Título:
Luxúria - A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 164
Encadernação: Brochura
Nota: 8,5

2.10.07

Faca na caveira!!!

Tive o prazer de assistir [piratão, como todo o mundo, uma vez que o filme ainda nem foi lançado] o excepcional filme "Tropa de Elite". Assim que terminei de assisti-lo tive a mesma sensação provocada por outros dois filmes: "Efeito Borboleta" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" [os últimos que me provocaram 'frisson' semelhante].

Eu que já havia gostado de "Cidade de Deus", ao qual reputava como a maior produção nacional que eu já havia assistido e que também dividia o título de melhor filme nacional com "O Auto da Compadecida", encontrei em "Tropa de Elite" um filme de peso para brigar com as citadas películas pelo título de grande filme nacional de TODOS OS TEMPOS!!

O filme, baseado na história do Capitão Nascimento, oficial do Batalhão de Operações Policiais Especiais - BOPE, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, retrata o conluio existente entre a polícia "convencional" e o crime organizado [jogo do bicho, tráfico, prostituição, etc]. Desnuda a dificuldade pela polícia sem o devido aparato estatal para um controle mais eficiente da criminalidade.

Com o filme algumas das minhas "certezas" foram definitivamente abaladas: acho que não há uma justificativa plausível de fato para a corrupção, mas também não posso entendê-la como algo absurdo, dada a realidade em que se encontra a polícia frente ao crime organizado. Além do que esta corrupção já se mostra arraigada nas mais altas patentes e mesmo os idealistas acabam percebendo como é difícil modificar algo que já se entranhou na corporação.

Tal qual "Cidade de Deus", o filme é um atestado da falência do Estado e da sua inoperância. Dentre deste contexto, o BOPE se mostra como elemento que pode garantir o equilíbrio entre as forças desiguais, como é retratado no início do filme quando é dito que "se dependesse da polícia convencional, o tráfico já teria tomado a cidade".

Deixando um pouco de lado as questão sociais, o filme me chamou a atenção, também, pela sua narrativa intensa, recursos [uso de 'flashbacks'] e técnicas de filmagem [a câmera em movimento, como se estivéssemos vivenciando as situações mostradas]. Numa das últimas cenas, em que um comparsa de "Baiano" [um dos personagens do filme] é alvejado por um integrante do BOPE, "espirra" sangue na lente da câmera, dando a sensação de um maior realismo à tomada!

Perfeito e recomendadíssimo! Até o momento o melhor filme que assisti este ano! Com ótimas atuações do cada vez mais impressionante Wágner Moura [capitão Nascimento], Caio Junqueira [Neto] e André Ramiro [Matias].

Título: Tropa de Elite
Lançamento: Out/07 [previsão]
Direção: José Padilha

11.9.07

Pessoas "B"

Suecos criam horários de estudo especiais para notívagos

[texto retirado da Folha Online, na íntegra]

A Suécia começa a criar este mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada "Sociedade B" - uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de setembro vai oferecer turnos opcionais entre 20h e 8h.

"Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário, e enfrentar os mesmos engarrafamentos?", pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet ("Sociedade B").

"Por que temos que correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem que funcionar nos mesmos ritmos e horários, se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?"

O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde o movimento foi criado no ano passado. Ainda neste outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para outubro está previsto o lançamento no Reino Unido.

A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de "relógio interno" que é geneticamente determinado.

Segundo essas pesquisas, uma "pessoa B" possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma "pessoa A" tem um ciclo de 23 horas. As "pessoas B" são mais produtivas no final do dia e têm dificuldades de despertar de manhã cedo, que é quando as "pessoas A" são mais ativas.

É um movimento contra a tirania do despertador, que ao mesmo tempo se encaixa no debate sobre a criação de uma sociedade de horários mais flexíveis, com maior equilíbrio entre trabalho e lazer --e melhor qualidade de vida.

"Nosso objetivo é acabar com as rígidas disciplinas de horário da sociedade industrial, em que todos chegam ao mesmo tempo e saem na mesma hora", disse em entrevista a BBC Brasil Erika Augustinsson, vice-presidente do B-Samfundet.

"Vivemos em uma nova sociedade e queremos criar um novo jeito de viver, que respeite também os diferentes ritmos internos das pessoas", acrescentou.

Erika destaca que esses diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã.

Ou seja, esses alunos não têm exatamente preguiça de levantar para ir à escola --eles são apenas "pessoas B".

Na escola Vasa Lärcentrum, na cidade de Gotemburgo, o turno da tarde/noite está sendo introduzido depois de uma pesquisa realizada com os 150 alunos da instituição.

"A pesquisa mostrou que muitos estudantes consideraram a idéia bastante positiva", contou a BBC Brasil Ingela Welther, gerente de planejamento do Departamento de Educação do governo de Gotemburgo.

Segundo ela, a extensão do horário de funcionamento da Vasa Lärcentrum é uma experiência inicial, que poderá ser levada às outras escolas da rede pública: "O objetivo é fornecer alternativas que ajudem os alunos a lidar melhor com seus estudos, e a completar sua educação com êxito".

Ingela Welther destacou ainda que a introdução do cronograma alternativo possibilita também o melhor aproveitamento das instalações da escola, que poderá absorver mais alunos.

Em outubro, o movimento Sociedade B estará lançando o primeiro website do mundo direcionado a oferta e busca de empregos para pessoas "B".

Fonte: BBC Brasil [texto retirado no site da Folha Online]

Nota pessoal: imagino que algumas pessoas que conheço adorariam a idéia de viver numa sociedade assim! Em verdade eu também gostaria de ter esta sensação de liberdade que causa a idéia de poder fazer meus horários de acordo com as minhas necessidades ou nos momentos em que me sinto mais produtivo. Isto na verdade aliviaria um pouco do regime de "escravidão" ao qual nos submetemos devido a vida social dentro de uma sociedade consumista e preocupada em produzir riquezas [ainda que a divisão quase sempre não seja justa].

Esta matéria serviu para consolidar uma idéia que já vinha desenvolvendo sobre sociedades: na Escandinávia parece-me estar o que há de mais social/sociável no mundo! Lá o respeito às individualidades e ao bem estar social, creio, sejam a tônica.

4.9.07

Novas esportivas

I. A casa está pra ruir!

A parceria Corinthians/MSI parece que vai dar muita dor de cabeça para algumas pessoas ligadas ao clube paulista, como o presidente Alberto Dualib e o vice Nesi Cury, por exemplo.

Na operação chamada Perestroika a Polícia Federal descobriu que a MSI utilizou a parceria para lavagem de dinheiro. Há também a possibilidade de que alguns jogadores venham a ser indiciados por evasão de divisas, é o caso de Ricardinho e Carlos Alberto, que poderiam ter parte dos seus salários recebidos no exterior.

Com a informação da PF o impedimento de Dualib deve ocorrer o mais rápido possível. O Conselho de Orientação [Cori] e o Conselho Deliberativo do clube devem solicitar imediatamente a votação que afastará os dois dirigentes supracitados dos seus postos [eles estão afastados por um período de 60 dias a pedido dos mesmos].

Alguns segmentos da imprensa sugerem que punições devam ser tomadas, tais como: perda do título de 2005 e/ou rebaixamento para a segunda divisão. Será uma festa para os palmeirenses!

II. Novidade: Federer conquista mais um Grand Slam

O suiço está "imparável"! Apesar de não ter feito uma temporada tão brilhante quanto a passada, Federer repetiu a dose e conquistou 3 dos 4 Grand Slam's do ano [tal qual em 2006]. E para melhorar a coisa o suiço assumiu a liderança na corrida dos campeões. Federer disputou 12 torneios este ano [venceu 6] contra 16 de Rafael Nadal e 17 de Novak Djokovic.

A última conquista foi sobre o jovem Djokovic, croata muito talentoso e que vem se mostrando um valoroso adversário para Federer e Nadal. Tive o prazer de assistir a final do U.S. Open que envolveu o croata e o suíço. Foi um grande jogo, onde ambos, apesar do predomínio do jogo de fundo de quadra, foram bastante agressivos, buscando após trocas de bolas o ponto vencedor [ou winner].

No primeiro set Djokovic teve a vitória nas mais quando esteve com 4 set points [o jogo estava em 6/5 para o croata que abriu 40-0; Federer igualou em 40, mas o croata teve duas novas chances com duas vantagens e poderia ter fechado. O suíço conseguiu fechar o set e levar o jogo para o tie-break e aí o seu tênis mais consistente falou mais alto. Ele fechou o set em 7/6 [com 7/4 no tie break].

No segundo set a história se repetiu e Djokovic teve uma vantagem excepcional quando abriu 4/1, mas Federer conseguiu empatar e o jogo acabou sendo decidido mais uma vez no tie-break, terminado desta vez com um 7/2 no game de desempate.

No terceiro e derradeiro set, Federer conseguiu uma quebra de saque e daí foi só administrar para fechar em 6/4.

Alguns números:

Confira as principais façanhas de Federer:

- Primeiro homem da Era Profissional a disputar todas as finais de Grand Slam por duas temporadas consecutivas. Rod Laver ganhou todas as quatro em 1969, repetindo feito como amador de 1962.

- Com 12 troféus de Grand Slam, supera a Bjorn Borg e Rod Laver, iguala-se a Roy Emerson e a dois de Pete Sampras (14).

- Federer chegou a 12 títulos de Grand Slam na 34ª tentativa, o que é a melhor marca da Era Profissional. Sampras necessitou de 40, enquanto Emerson chegou a jogar 46.

- Terceiro jogador a ser pentacampeão de um Grand Slam, ao conquistar Wimbledon deste ano. Repetiu Bjorn Borg (Wimbledon, entre 76-80) e Roy Emerson (Austrália, entre 63-67)

- É o atual recordista de finais consecutivas (10) e semifinais seguidas (14) em eventos de Grand Slam.

- Com 14 finais de Grand Slam na carreira, está atrás de Ivan Lendl (19), Pete Sampras (18), Borg (16), Andre Agassi e Jimmy Connors (15), porém possui o melhor aproveitamento de triunfos entre todos (85,7%), superando Sampras (78%) e Borg (69%).

- Seu total de títulos profissionais sobe para 51, oitava marca da Era Aberta. Está a 9 de Andre Agassi e 13 de Sampras. O recordista é Jimmy Connors, com 109.

- Atingiu 27 vitórias consecutivas no US Open, igualando-se a Lendl. Sua última derrota foi nas oitavas-de-final de 2003.

- O suiço continua na liderança folgada do ranking e completará nesta segunda-feira 189 semanas consecutivas como número 1, recorde absoluto. No total de semanas não-consecutivas, está atrás de Sampras (286), Lendl (270) e Connors (268).

- Com o prêmio de US$ 2,4 milhão, supera a casa dos US$ 35,3 milhões oficiais, cada vez mais perto de Sampras, que faturou US$ 43 milhões.


III. Transferências européias

No último dia 31 de agosto encerrou-se a janela de transferência européia, período em que os clubes europeus podem negociar jogadores. A próxima ocorrerá em janeiro/fevereiro.

O clube que mais gastou foi o Real Madri, com um gasto de 120 milhões de euros. Em seguida aparecem o Manchester United, Atlético de Madri, Barcelona e Liverpol. Abaixo a relação dos valores e jogadores envolvidos nas negociaçãos, por clube:

CONTRATAÇÕES

REAL MADRID - 120 milhões de euros
Christopher Schorch (Real Madrid-ESP, 1 milhão de euros), Jerzy Dudek (Liverpool, livre), Pepe (Porto, 30 milhões de euros), Saviola (Barcelona, livre), Metzelder (Borussia Dortmund, livre), Drenthe (Feyenoord, 14 milhões), Sneijder (Ajax, 27 milhões), Heinze (Manchester United, 12 milhões), Robben (Chelsea, 36 milhões de euros)

MANCHESTER UNITED - 90 milhões de euros
Hargreaves (Bayern, 25 milhões de euros), Ânderson (Porto, 25 milhões de euros), Nani (Sporting, 20 milhões de euros), Thomas Kuszczak (goleiro, West Bromwich), Tévez (West Ham, 20 milhões)

ATLÉTICO DE MADRID - 83 milhões de euros
Contratações – Reyes (Arsenal, 12 milhões de euros), Simão (Benfica, 25 milhões de euros), Forlán (Villarreal, 21 milhões de euros), Luis Garcia (Liverpool, 6 milhões de euros), Cléber Santana (Santos, 4 milhões de euros), Raúl Garcia (Osasuna, 12 milhões de euros), Diego Costa (Penafiel, 3 milhões de euros), Abbiati (Milan, empréstimo gratuito), Thiago Motta (Barcelona, empréstimo)

BARCELONA - 69,5 milhões de euros
Yaya Touré (Monaco, 10 milhões de euros), Abidal (Lyon, 15 milhões de euros), Gabriel Milito (Zaragoza, 20,5 milhões de euros), Henry (Arsenal, 24 milhões de euros)

LIVERPOOL - 67,5 milhões de euros
Ryan Babel (Ajax – 18 milhões de euros), Benayoun (West Ham – 4,5 milhões de euros), Ryan Crowther (Stockport, preço não divulgado, garoto), Voronin (livre), Nikolay Mihaylov (contratado, livre), Lucas (Grêmio, 9 milhões de euros), Fernando Torres (Atlético de Madrid, 36 milhões de euros), Damien Plessis (Lyon, não divulgado)

BAYERN DE MUNIQUE - 63 milhões de euros
Luca Toni (Fiorentina, 11 milhões de euros), Ribery (Olympique de Marselha, 25 milhões de euros), Klose (Werder Bremen, 15 milhões de euros), Jansen (Borussia Monchengladbach (12 milhões de euros), Zé Roberto (livre)

JUVENTUS - 47,8 milhões de euros
Tiago (Lyon, 13 milhões de euros), Jorge Andrade (zagueiro, Deportivo, 10 millhões de euros), Almirón (Empoli, 9 milhões de euros), Iaquinta (Udineses, 11,3 milhões de euros), Salihamidzic (Bayern, livre), Criscito (Genoa, 4,5 milhões de euros), Grygera (Ajax, livre)

INTERNAZIONALE - 34 milhões de euros
Suazo (Cagliari, 14 milhões de euros), Chivu (Roma, 16 milhões de euros), Rivas (Uruguaio, Juventud, 2 milhões de euros), Pelé (Vitória de Guimarães, 2 milhões de euros)

CHELSEA - 26 milhões de euros
Belletti (Barcelona, 5 milhões de euros), Florent Malouda (Lyon – 21 milhões de euros), Steve Sidwell (livre), Tal Bem Haim (livre), Cláudio Pizarro (livre)

MILAN - 25 milhões de euros
Digão (Rimini, preço não divulgado), Alexandre Pato (Internacioal-RS, 20 milhões de euros), Emerson (Real Madrid, 5 milhões de euros)

ROMA – 19,7 milhões de euros
Juan (Bayer Leverkusen, 6,3 milhões de euros), Ludovic Giuly (Barcelona, 4,4 milhões de euros), Marco Andreolli (Internazionale, co-propriedade), Cicinho (Real Madrid, 9 milhões de euros)

MAIORES CONTRATAÇÕES

1 Fernando Torres (ESP) Liverpool € 36 milhões
2. Arjen Robben (HOL) Real Madrid € 35 milhões
3. Pepe (BRA) Real Madrid € 30 milhões
4. Sneijder (HOL) Real Madrid € 27 milhões
5. Anderson (BRA) Manchester United € 25 milhões
6. Franck Ribery (FRA) Bayern de Munique € 25 milhões
7. Owen Hargreaves (GBR) Manchester United € 25 milhões
8. Darren Bent (ING) Tottenham Hotspur € 24,5 milhões
9. Thierry Henry (FRA) Barcelona € 24 milhões
10. Diego Forlán (URU) Atlético de Madri € 21 milhões
11. Florent Malouda (FRA) Chelsea € 21 milhões