A minha intenção é criar um espaço para troca de informações e opiniões sobre diversos temas; ainda que não seja expert em nada, não gosto de ficar em cima do muro... gosto de falar e dar a minha opinião sobre os mais diversos temas, ainda que eu possa parecer polêmico aos olhos de alguns! Espero que curtam o espaço!
11.10.10
E dá-lhe, Brasil!
10.10.10
O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!!!
7.10.10
O peso da traição
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6.10.10
Viver sem você!
Bem, agora vamos ao texto:
5.10.10
Política, eleições e breve relato de uma decepção
4.10.10
A vida imita a arte [ou Das Ironias da Vida]
A história é meio clichê: trata-se do estilo de vida de um jovem bonito e sedutor [Kutcher], que vive em Los Angeles, e vai tentando se dar bem, conquistando mulheres, e usufruindo das boas coisas materiais que essas relações podem proporcionar. Logo de cara ele adentra uma mansão, onde está ocorrendo uma festa, e nela conhece uma garota [Heche], a quem tenta [e consegue] seduzir, terminando a noite na casa dela.
Daí ele permanece nos dias que se seguem na casa, buscando conquistar a confiança dela. Consegue o seu intento e começa a tirar proveito, como dar uma festa na casa [aproveitando uma viagem da anfitriã], passeando com o carro dela, etc.
Até que ela descobre que o seu príncipe encantado é, em verdade, um conquistador e que busca auferir vantagens não tão "nobres" da relação. Vale ressaltar que nesse ínterim ele conhece uma pessoa, numa lanchonete, por quem ele começa a se encantar. Pararei por aqui, para que isto não vire um spoiler, afinal não quero estragar a diversão de ninguém, caso queira[m] ver o filme.
O que importa é que nem tudo acaba de forma tão "perfeita" assim, como muitas vezes ocorre na vida. Por vezes somos obrigados a tomar decisões de acordo com o que privilegiamos [e são nos momentos em que somos obrigados a decidir é que talvez passemos a ter a noção do que cada opção significa de modo global dentro da nossa vida - como um todo, eu digo].
Interessante [ou seria irônico?] é que nem sempre isto significa escolher exatamente o que imaginamos nos fazer mais feliz. Mas hoje penso que talvez isto possa ser apenas a visão aparente e imediata da situação, já que a longo prazo possivelmente teremos ganhos com uma decisão que tomamos, ainda que num primeiro momento pareça ser o contrário, afinal ninguém vai decidir por algo que saiba ser o pior.
Fica a recomendação do filme, principalmente pelas decisões pessoais dos protagonistas. E, como falei no início, pelo fato de reproduzir que nem sempre é possível ser afortunado no amor, quando outras coisas precisam ser ponderadas. Vai o que é mais importante para cada um.
17.8.10
Os sentimentos numa relação
É possível que em momentos de dificuldade, uma relação e os valores das pessoas envolvidas possam ser testados, principalmente quando surge alguém com a capacidade de provocar todas aquelas sensações que o nosso parceiro já não consegue mais fazer vir à tona.
Não é tão fácil determinar de antemão como vai ser o comportamento de cada um em situações assim, mas não duvido que muito do que acreditamos [dentro de uma relação] vai ter um peso considerável em momentos assim. Obviamente que ninguém [ou poucos] são, neste aspecto, infalíveis,.
Eu já aprendi que é importante deixar sempre o nosso parceiro seguro quanto à forma com que esperamos nos comportar em situações de risco, mas decerto que nós mesmos passaremos a nos conhecer melhor a partir de experiências, de vivências.
Pude comprovar, estando dos dois lados da situação, que garantias sem cuidados nem sempre trarão o resultado que é esperado pelo nosso parceiro. E constatei que tudo depende do que ambos construíram e acreditam, dentro da relação. Mas é possível "entender" que há momentos nos quais fraquejamos e fugimos da proposta inicial.
É, pode-se ver como as coisas nem sempre são simples quando há sentimentos envolvidos, até porque eles podem oscilar numa mesma relação. A questão é: se ele não é capaz de segurar a "onda", temos como confiar apenas nos valores do outro?
11.7.10
Como diz o ditado...
O polvo Paul acertou TODOS os palpites da Copa do Mundo.
O oráculo só chutou, até as semifinais, nos jogos da Alemanha, tendo acertado os 6 chutes: vitórias contra a Austrália e Gana e derrota para a Sérvia, na primeira fase; vitória contra a Inglaterra, nas oitavas; vitória contra a Argentina, nas quartas; e, por fim, derrota para a Espanha na semifinal.
Daí o representante divino da clarividência futebolística "resolveu" nos brindar dizendo logo quem seriam os vencedores dos jogos finais entre Alemanha e Uruguai [decisão de 3º lugar] e Espanha e Holanda [finalíssima].
E por mais que alguns incrédulos duvidassem ainda da sua capacidade, ousando sugerir, inclusive, que a posição das bandeiras fixadas nas caixinhas, onde estava depositado o seu alimento, eram estrategicamente colocadas para conduzir as escolhas do sobrenatural cefalópode, eis que o clarividente Paul, como já era por mim esperado, antecipou com o acerto contumaz dos que possuem algo inexplicável cientificamente, os vitoriosos nos confrontos acima ditos.
Ao final de tudo, Paul permitiu que conhecêssemos os vitoriosos de 8 jogos antes da realização dos mesmos.
Não há dúvida: é o maior nome da Copa!
E por falar em Copa, a próxima postagem será sobre ela.
10.7.10
Tanto amor e....?? ["Da série: A vida como ela é!" ou ainda: "das ironias que não tem graça"]
23.6.10
Fidelidade: podemos confiar nela? [ou da série: A vida como ela é!]
Evitarei falar aqui de "certo" ou "errado" por entender que cada um sabe o que é melhor para si mesmo.
Começarei com os tipos de fidelidades que conheço ou ouvi falar. Em verdade são apenas duas: a fidelidade ideológica, termo que ouvi pela primeira vez de uma ex-colega de universidade, e a fidelidade sentimental, termo que cunhei a partir do momento em que ouvi, da tal colega, o termo acima dito. Mas vamos a elas.
A fidelidade ideológica seria aquela que nos compele a não trair por uma questão de princípios; o fiel neste caso não trai por não achar correto, injusto, inaceitável ou qualquer coisa do gênero.
Já a fidelidade sentimental é aquela em que a traição não ocorre por não ser possível, para o que tem a possibilidade de trair, compatibilizar o evento com o que sente pelo seu par "oficial".
Lembro que quando ouvi o termo fidelidade ideológica, fiquei pensativo quanto a isto. De pronto imaginei: esta pode ser mais facilmente "quebrada" por algo ou alguém que consiga abalar o alicerce da tal fidelidade, desde que apresente elementos que "conquistem" o parceiro assediado. São raras as pessoas, em tempos atuais, que vejo com a capacidade de manter uma fidelidade baseada numa "ideologia".
O que acho pior [em verdade é mais conveniente] é que por vezes cobramos isto, sem sequer ter certeza de que conseguimos nos manter assim, independente de qualquer coisa. Ou o que justificaria que a nossa ideologia caisse assim por terra, se, em tese, é só dizer que não dá mais ao nosso parceiro, antes de se "entregar" aos deliciosos momentos com outro? Ouso a responder: apesar de tudo, muitos vezes temos elementos que nos mantém presos ao parceiro "oficial". Porém a sede pelo novo é algo que compele a se permitir viver algumas coisas, alguns impondo limites a si mesmo que sejam aceitáveis [para ele próprio, e não para o parceiro, frise-se.]
Eu vivi os dois lados da situação e afirmo: não acredito mais nisso de fidelidade ideológica, pelo menos não quando ela não tem o reforço dos sentimentos pelo parceiro.
Já a fidelidade sentimental, essa sim, eu consigo confiar mais. Eu diria que ela é mais "dura na queda". Entendo que ela reduz consideravelmente as chances de que alguém surja, com todo o seu charme, todas as benesses dos momentos maravilhosos que se pode ter com o assediado, dos elementos "novos" [como se já não tivéssemos vivido aquilo antes e, muitas vezes, até mesmo com o nosso atual parceiro], fazendo com que pensemos coisas do tipo: "como é bom sentir isso de novo", "meu parceiro já não me faz sentir assim". Vale dizer que, infelizmente, nem sempre esses últimos pensamentos estão equivocados.
Sem dúvida, quando estamos amando, a tarefa de ser conquistado se torna mais árdua para quem chega. Não que seja impossível, mas acho que dois elementos são necessários:
1. a forma como o terceiro chega, se impõe e mostra suas virtudes e;
2. o trabalho psicológico a que temos que nos impor para quebrar o nosso pacto de fidelidade [ainda que seja só um pacto interno, de quem prometeu a si mesmo, por convicção apenas, por exemplo].
Cumpridas essas fases, nada impediria de que a traição fosse questão de tempo. Mas existe algo que pode impedir o passo nº 2: o amor, a paixão.
Não que o fato de alguém me falar que nunca pretende me trair, baseada nos seus princípios, não seja importante para mim. Claro que sim, afinal é melhor tentar acreditar nisso do que a pessoa dizer que não está nem aí para isso de ser fiel. Mas não tenho dúvida de que dificilmente acreditarei que "só" os princípios de quem quer que seja serão suficientes para bancar a segurança do que é dito, quando um teste "de verdade" acontecer.
A força de uma pessoa que chega com um jeito encantador, provocando sensações, mostrando o melhor de si, é grande e a possibilidade de sermos atraídos por esses sentimentos, desejos, não é pequena.
Não confio nos que se permitem. Nem creio que eu mesmo seja confiável, caso resolva, eu mesmo, me permitir . A melhor coisa a fazermos é dar um basta tão logo seja possível. Penso que quanto mais conseguirmos agir assim, tão mais confiável seremos [para o nosso parceiro, inclusive].
Permito-me agora falar de mim atualmente: tenho um compromisso e quero mantê-lo firme. Sei que não sou infalível, portanto não quero me expor a situações que possam colocar minha infalibilidade em xeque. Mas também acredito que as coisas que sinto, além do compromisso, me darão a força suficiente para continuar pensando assim.
Quando não conseguirmos resistir, resta torcer por duas coisas: ou que nosso parceiro nos perdoe ou que o outro valha a pena.
O controle [ou da série: A vida como ela é!]
Controle. O que vem a ser isso, que, de modo insistente, costumamos dizer ter, fazendo com pareça termos um maior domínio das ações nas nossas vidas?
Carrego há tempos a sensação de que somos responsáveis por nossos atos e que quase a totalidade das decisões que tomamos é de foro íntimo. Porém sei que fatores externos podem fazer com que as nossas decisões sejam diferentes das que tomaríamos em situações normais.
Por discutir muito sobre isso com a minha namorada, vou direcionar isto para o campo das relações humanas.
O controle que temos para afastar outra pessoa que se mostra interessada é possível até o momento em que não começamos a ter nossa percepção alterada por um interesse surgido da nossa parte. O problema é que sempre maximizamos a nossa capacidade de dar um basta a qualquer momento ou se for atingido determinado limite.
Mas será que isto deixa o nosso parceiro numa zona confortável de segurança? Eu não me sinto. Creio que o parceiro só vai se sentir seguro, quanto mais "rasteiro" for esse limite para que o seu amado tome as devidas providências quanto a rechaçar qualquer possiblidade de aproximação de outro.
Muitas vezes não levamos em conta que estamos lidando com a capacidade de terceiros de nos fazer mudar de opinião, de quebrar alguns "protocolos", de nos deixar interessado... muitas vezes pagamos para ver!
Não vejo problema se é isso que a pessoa quer para si, ou caso não tenha o compromisso explícito ou mesmo velado na relação, ou, ainda, se a cabeça está trabalhada para o que der e vier, pronta para assumir qualquer consequência.
O problema é quando cedemos a questões momentâneas [e quem não está sujeito a isso?]. A vida é feita de momentos [marcantes] e por vezes outra pessoa pode nos proporcionar momentos melhores do que os que o nosso parceiro nos proporciona. Quem vive uma relação longa sabe bem o que é isso.
E está "errado" seguir esses impulsos? Não creio. Só temos que ter a certeza de que estamos tomando um decisão e que ela vai nos levar a algum resultado.
Defendo que não devemos ser racionais o tempo todo, mas eu carrego algo comigo: a de tentar não provocar dor, sofrimento, nas pessoas por quem tenho apreço. Infelizmente nem sempre consigo. Mas assim é a vida.
30.1.10
Mais filmes
24.1.10
Maratona de final de ano
A data inicial era o dia 24/12 e a final seria 31/12, o que daria 8 dias [incluindo-se o primeiro e o último dia].
Agora o breve relato dos filmes assistidos nesse período:
9.12.09
Uma febre bem-vinda!!
Mais uma febre surgida graças à internet e sites hospedeiros de vídeo [cujo maior e melhor exemplo é o maravilhoso YouTube]: trata-se do Lip Dub, que nada mais é do que a sincronização dos lábios numa dublagem de uma música qualquer.
Pode parecer bobo, mas eu achei bem legal a ideia.
Muito bom que a internet tem proporcionado a algumas pessoas criativas, a possibilidade de fazerem coisas do gênero. Fico até com vontade de participar de algo do tipo!! :)
Agora vamos ver alguns dos lip dub’s com um breve comentário meu, antes de cada um deles:
1. O primeiro, de acordo com que andei lendo, é tido como o precursor da tal febre. É de uma música chamada “Flagpole Sitta”, da banda Harvey Danger. Boa música e bom vídeo.
2. O segundo foi o que me “despertou” para esta febre e que só vi no domingo. É uma música do Black Eyed Peas, chamada “I Gotta Feeling”. Muito legal também!
3. O terceiro eu assisti há muito tempo, quando nem se falava em lip dub, mas acho que se enquadra bem ao que motivou este post. Antes de ver o vídeo abaixo, creio que valha a pena uma visitinha a este vídeo aqui para sacar melhor a “paródia” dos estadunidenses, que, quando não estavam matando iraquianos [:P] procuravam outras formas de “diversão” [sim, o vídeo foi produzido numa base no Iraque]
4. O último não se trata exatamente de um lip dub, mas vale pela criatividade dos caras [o “baterista” dá um show :D]. Trata-se do grupo Enter Kazoo Men, com uma conhecidíssima música.
Vou ficar por aqui para não rolar overdose de vídeos numa mesma postagem, mas não tenho dúvida de que tem muita coisa boa para se ver no estilo.
Quem sabe um dia eu não resolva, com a ajuda de alguns amigos, fazer um lip dub. :)
6.12.09
Nunca subestime o coração de um campeão!!!
Esta frase, que digo sempre para os meus rivais nas mais diversas atividades lúdicas que costumo disputar [claro que a título de gozação ou para irritá-los um pouco mais com a derrota que lhes impingi] falo, neste momento, para os que diziam que nunca mais o Flamengo iria ser campeão brasileiro. Sei que alguns dos que diziam isso, era por algumas decepções que o Flamengo lhes trouxe nos últimos anos [vide o exemplo do amigo Joza]; outros falavam por achar que o Flamengo já não tinha mais condições, força, para encarar um campeonato do porte do brasileirão.
Após 17 anos de longa espera, de alguns momentos difíceis, de vexames, de riscos de rebaixamento, o Mengão voltou ao lugar que verdadeiramente lhe cabe: a briga pelo título [e, neste ano especificamente, a conquista dele].
Estive relembrando algumas das vitórias e derrotas marcantes do rubronegro carioca. Pensei sobre o que esta conquista pode representar: será o alívio de um grande peso que pousa nas costas do Fla há anos. Obviamente imaginou que na improvável possibilidade de que o Grêmio não saia derrotado do Maracanã hoje significará, para mim, a maior decepção proporcionada pelo Flamengo, superando a derrota para o Santo André, pela final da Copa do Brasil em 2004.
O que me parece hoje é que o maior adversário do Flamengo é ele mesmo, já que tudo o mais está a seu favor.
Agora é torcer e esperar que ao final dos 90 minutos o Mengão tenha cumprido a sua obrigação e deixado mais feliz os seus milhões de torcedores.
Dá-lhe, Mengão!!
Obs.: A Joza, que finalmente vi feliz com o Mengão e sei se tratar de um grande rubronegro, e a Nélia, que imagino estar com sua blusa e seu terço, torcendo muito pelo Fla.
11.1.09
Filmes europeus: a redenção!
Ontem assisti ao filme "O Silêncio de Lorna", de produção conjunta [Bélgica, França, Alemanha e Itália], lançado no ano passado. Apesar de ter lido boas referências sobre os irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne [direção, roteiro e produção do filme aqui abordado], acho que ficam alguns vazios no filme.Li que gostam de filmar ao estilo naturalista, sem sonoplastia criadas [sons oriundos do "universo" espacial dos personagens], uso de cenas e situações cotidianas [o que me agrada, pois permite uma maior identificação com os personagens]. Apesar da simpatia com as técnicas utilizadas, acho que a película fica em dívida com o espectador ao negar-lhe uma relação mais suave na fluência da história. O momento da entrega da protagonista da história, a albanesa Lorna, a seu marido, o aparentemente ex-viciado Claudy [vale lembrar que o casamento entre eles foi forjado para que Lorna obtivesse a cidadania belga], quando todo o comportamento anterior dela e a própria relação que tinha com Claudy parece ser apenas de uma difícil tolerância.
A morte de Claudy foi outro momento que poderia ter sido melhor explorado pelos cineastas, até para justificar a alteração de comportamento da apática Lorna. A notícia chega a nós, espectadores, de forma muito distante [o que acabamos por transferir inevitavelmente para Lorna].
Por fim, para fechar o vazio que significou o filme, a história fica num aberto que nem te permite imaginar o que pode ocorrer. Isto até pode ser um trunfo em alguns filmes, mas neste fica a incômoda sensação de interrupção abrupta de uma história, de uma personagem que nem bem sabemos que tipo de ação pode tomar.
Nâo fosse pela bela companhia, diria que não foi uma boa opção para o meu sagrado sábado.
Não recomendo [mas sei como são os fãs de cinema alternativo/europeu :)))]
Ficha técnica:
Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi (Lorna), Jérémie Renier (Claudy), Fabrizio Rongione (Fabio), Alban Ukaj (Sokol)
Mas é como sempre digo: "nada como um dia após ou outro"
No domingo me proporcionei um prazer indescritível ao assistir um daqueles filmes que mexem com algo em você, lá dentro: "A Vida dos Outros".Este belo filme de produção alemã e lançado em 2006 fala da história de um oficial da Alemanha Oriental, Gerd Wiesler, fiel ao regime socialista, que investiga e mostra grande conhecimento de como obter informações sobre suspeitos de não simpatizarem com o Estado socialista ou com os cidadãos subversivos.
Ao ir assistir a uma peça de um aclamado dramaturgo alemão, Georg Dreyman, junto com outros membros do Comitê Central, para ver se autorizam a sua exibição, ele suspeita do referido dramaturgo e diz que acredita que ele deva ser monitorado. Vale lembrar que o governo busca ser onipresente e onisciente na vida dos cidadãos, buscando saber tudo a respeito de cada um deles, principalmente dos que são tidos como suspeitos.
A investigação sobre os passos cabe ao mesmo Wiesler, que atua com outro companheiro, fazendo relatórios diários de tudo que escutam. Mas o "contato" diário com o dramaturgo, a sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, e outros artista, começam a fazer com que Wiesler veja a tentativa do sistema de calar vozes tão humanas e de ideais tão nobres de outra forma.
Sob o anonimato que busca preservar, tenta de alguma forma contribuir para que eles não sejam silenciados ou sofram os rigores que o estado socialista alemão possam lhes impor.
As seqüências [poxa, eu adoro as tremas e ainda não consegui me livrar delas :((] desta bela película são de uma beleza difícil de transpor aqui. Alguns diálogos, com o momento em que Christa-Maria fala para Dreyman que ele dorme com o 'eles', fazendo alusão à inércia crítica do dramaturgo [nota: isto ocorre no momento em que ele diz saber que ela estava transando com o Ministro do Estado].
Bem, apesar de ter falado algumas coisas sobre o filme, o que achei incrível é como um filme como este parece reacender em mim um fio de esperança [eu que ando tão descrente ultimamente] de que sempre é possível fazer algo para mudar aquilo que não gostamos dentro de um sistema opressor. Ainda que sejam pequenas contribuições anônimas, como as feitas pelo belo personagem Wiesler.
Eu, que no dia anterior enalteci o cinema estadunidense como a Meca do cinema, afirmo: eles sabem fazem ótimos filmes [e também péssimos], mas, diferente do que havia pensado no dia anterior, alguns lugares do mundo nos proporcionam excepcionais momentos, como o que experimentei nesta manhã. Viva a boa e velha sétima arte [neste momento da minha vida, creio que é a arte que mais aprecio, superando a antes imbatível música]
Como li numa comunidade do orkut: "Um filme que não morre nunca". Um dos melhores filmes que já assisti na minha vida [ou que mais mexeram comigo].
Tomo a ousadia de reproduzir a experiência de uma pessoa que foi assistir ao filme [retirada de uma comunidade no orkut]:
"Dizem que aplaudir o filme no cinema é brega, pelo menos nas grandes cidades. Pois não é que em pleno Espaço Unibanco, de gente interessada e habituada ao cinema, o público da sala cheia abandonou a etiqueta e o aplaudiu sem hesitação? E batiam forte, batiam como se fosse uma peça de teatro terminada agora mesmo, assoviavam, o diretor estava ali? E o mais curioso: o filme termina tão redondo que nada mais era pra ser dito. Metade da sala se levantou pra aplaudir ao mesmo tempo, imediatamente após a última imagem começar a escurecer. ANtes de ficar toda a tela preta todos estavam de pé. Ou eles já tinham visto o filme, ou o filme é tão bom que ele passa o THE END apenas pelo ritmo filmado. É perfeito, nunca tive essa experiência antes."
Ficha técnica:
Título Original: Das Leben der Anderen
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento (Alemanha): 2006
Elenco: Martina Gedeck (Christa-Maria Sieland)
Ulrich Mühe (Gerd Wiesler)
Sebastian Koch (Georg Dreyman)
Ulrich Tukur (Anton Grubitz)
Thomas Thieme (Ministro Bruno Hempf)
Hans-Uwe Bauer (Paul Hauser)
Volkmar Kleinert (Albert Jerska
RECOMENDADÍSSIMO!
29.12.08
Filme: "Ponto de Vista" [Vantage Point]
Mais um bom lançamento de 2008!Nesta película acontece algo que gosto: uma história sob a ótica de personagens diversos, já que mostra o que fizeram no período em que acontece o fato que é o epicentro do enredo [um atentado contra o presidente dos EUA]
Numa decisão histórica mais de 150 países vão assinar um pacto antiterrorismo. No momento em que o presidente da imperialista nação vai discursar ocorre um atentado, causando um pânico generalizado nas pessoas que ali estão. Tiros, explosões, corre-corre acontecem numa seqüência muito interessante, quando a cena é parada. Somos transportados 23 minutos antes do atentado e comecemos a ver a história sob o ótica do principal segurança do presidente, de onde vemos todos os fatos até eclodir no momento do ataque terrorista, dando prosseguimento por mais alguns minutos, onde acompanhamos a ação do referido personagem até determinado ponto, onde ocorre novo corte e retorno às 11h59min [23 minutos antes do atentado].
Este tipo de narrativa ocorre para diferentes personagens [um policial espanhol, um turista estadunidense, o presidente dos EUA], até que as histórias vão se amarrando e vamos entendendo como tudo funcionou para a eclosão do momento central da história e do seu posterior desenrolar. Ótima trama.
TOTALMENTE EXCELENTE!!
Elenco:
Dennis Quaid - Thomas Barnes
Eduardo Noriega - Enrique
Forest Whitaker - Howard Lewis
Sigourney Weaver - Rex Brooks
William Hurt - President Ashton
22.12.08
O Show do Festival
Poxa, não sei porque não posto mais vezes aqui. Acho que é tão legal poder ver algumas coisas que venho deixandoi [não que sejam um primor, mas por estarem marcando o meu pensamento, a minha visão de mundo, meus gostos no decorrer do tempo]. Mas vamos ao que interessa.No dia 31/01/09 o Festival de Verão de Salvador terá a atração que mais me empolga, desde a sua primeira edição [já são 11 edições até hoje]: Alanis Morissette!
Estou numa grande expectativa para o show da canadense. Adoro muitas das suas músicas, tenho todos os seus CDs e curto demais a forma como ela canta. Espero que no seu set list para o show no festival estejam "Ironic" com sua letra melodiosa e refrão pegajoso [marca de muitas das músicas de Alanis] , a maravilhosa "You Learn", "Joining You", "Hand In My Pocket" com a sua 'pegada' mais rock, "Citizen Of The Planet", entre tantas outras! Poxa, que tarefa difícil seria fazer a seleção de músicas a serem tocadas num show dela! Sei que independente das que rolem por lá eu irei curtir muito e sei que sempre vai ficar faltando alguma [normal para quem tem tantas músicas boas].
Abaixo o ótimo clipe de "Ironic" [gosto também da letra]. Mais abaixo seguem outras duas "balas" dela: "You Learn" e "Citizen Of The Planet". De cá vou tentando ficar "afiado" para acompanhá-la em alguns dos seus hits.
Alanis Morissette - You learn
alanis morissette - citizen
9.8.08
Filmes: "BATMAN BEGINS" e "BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS"
Vamos aos filmes.
BATMAN BEGINS
Loquei "Batman Begins" para assistir numa sexta-feira, já que tinha planos de ver no final de semana o recém lançado "O Cavaleiro das Trevas. O filme retrata o "surgimento" do herói. Através de flashbacks vimos o menino Bruce Wayne em momentos com a sua prima Rachel Dodson e com seus pais [de quem presencia os assassinatos]. Desde a morte dos seus pais o atormentado Bruce [Christian Bale], que alimenta um forte desejo de vingança, percorre o mundo para buscar um modo de combater a injustiça.Além da ótima produção, que conta com um elenco muito bom, o filme preza por mostrar o nosso herói altamente humanizado, com seus medos e dilemas.
Até então [antes do lançamento de "Batman, O Cavaleiro das Trevas" foi o melhor filme do Homem Morcego e o que mais se aproximou da história dos que acompanharam o herói noturno de Gotham City. Agora que assisti aos dois não há dúvida: este filme estava nos preparando para o que viria!!
BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS
Antes de qualquer coisa: QUE FILME DA PORRA! Após o "Batman Begins", novamente Christian Bale mostra quem melhor encarnou o morcegão, mas agora enfrentando o seu arqui-rival: o Coringa, magistralmente encarnado pelo agora falecido Heath Ledger. É o vilão mais insano DE TODOS OS TEMPOS!Não vou me delongar muito neste filme, pois acho que só assistindo para se ter uma clara noção daquele que é, para mim, o melhor filme de um herói em quadrinhos já transposto para a telona!
Ambos RECOMENDADÍSSIMOS!!









